Seleção Brasileira avança e Silas elogia Carlo Ancelotti antes das oitavas contra Noruega

Silas durante entrevista falando com expressão enfática
Imagem: Divulgação / Reprodução

A Seleção Brasileira já avançou às oitavas de final da Copa do Mundo 2026: o time enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 17h (de Brasília). Se vencer, terá pela frente o ganhador de México x Inglaterra nas possíveis quartas.

Em entrevista ao programa CNN Esportes S/A neste sábado (4), o comentarista e ex-jogador Silas avaliou o desempenho da equipe e encheu de elogios o técnico Carlo Ancelotti, destacando decisões que, segundo ele, mudaram o humor do torcedor.

O que Silas disse sobre Ancelotti

“O brasileiro começou com uma desconfiança muito grande por conta da nossa desorganização. Ancelotti, há pouco tempo no comando da Seleção, pegou uma fase com derrota para o Japão, muitos jogadores lesionados — Estevão, Militão e Rodrygo — e ainda assim bancou peças como o Casemiro. Casemiro fez o gol de empate; Martinelli entrou e fez o gol depois. Isso mostra que o Ancelotti entende muito mais do que a gente.”

Silas lembrou episódios pontuais da campanha: a substituição que deu certo e a leitura de jogo do técnico italiano. O discurso foi direto, do tipo que o torcedor lê entre um almoço e outro — curto, objetivo e com alma de crônica.

Dependência de Neymar?

O comentarista também tratou da velha discussão sobre a influência de Neymar (atacante, Al-Hilal) na Amarelinha:

“Ele (Ancelotti) mostrou que a Seleção Brasileira não é Neymar-dependente. O Neymar agora faz parte de um grupo e isso vai ser bom para a Seleção e para o próprio Neymar.”

No elenco da Seleção, Silas citou nomes que passaram por problema de lesão recentemente: Estevão (atacante, Chelsea), Eder Militão (defensor, Real Madrid) e Rodrygo (atacante, Real Madrid). Apontou também o papel de Casemiro (volante, Manchester United) e Gabriel Martinelli (atacante, Arsenal) nas viradas e equilíbrios do time.

Análise: o impacto de Ancelotti na Seleção

Ancelotti traz uma bagagem vitoriosa no futebol europeu, com histórico de títulos em clubes de alto nível e reputação de manejo de grandes elencos. Silas destacou que essa experiência ajudou a profissionalizar rotinas e a dar mais opções táticas à Seleção, reduzindo a pressão sobre uma única estrela.

A mudança tem efeito prático: maior equilíbrio nas saídas de bola, variação de jogos pelas laterais e mais confiança em jogadores jovens que chegam com força — cenário que interessa tanto ao torcedor quanto ao calendário da equipe na Copa.

O caminho nas oitavas

O confronto com a Noruega aparece como trecho de alta tensão: equipe europeia com jogo rápido e individualidades em destaque. Para o torcedor brasileiro, a expectativa é de que a Seleção mantenha a solidez que Silas elogiou e que Ancelotti siga tirando o melhor de cada peça.

Silas encerrou a participação com um tom de cronista: falou do temor inicial do público, das vaias que viram aplausos e da sensação de que, na Copa, o que manda é entrega. O técnico italiano ganhou crédito no vestiário e nas arquibancadas por decisões que, até agora, deram resultado.

Sobre a participação de Silas

Ex-jogador da Seleção Brasileira, Silas participa do programa CNN Esportes S/A e trouxe, além do comentário técnico, a memória afetiva de quem já vestiu a camisa. A fala pegou leveza e autoridade: mistura de quem sofreu dentro e fora de campo e hoje analisa com olhar de quem entende o jogo.

Agora é esperar o domingo e torcer: a Copa não perdoa erro, mas também não deixa de premiar quem aprende rápido. A Seleção, com Ancelotti no comando, tenta provar que aprendeu.

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