Collina rejeita alegações de parcialidade da arbitragem da Fifa em Argentina x Egito

Pierluigi Collina em entrevista defendendo arbitragem da Fifa
Imagem: Divulgação / Reprodução

A arbitragem da Fifa foi defendida por Pierluigi Collina nesta quinta-feira (9) após as críticas sobre a condução do jogo entre Argentina e Egito nas oitavas da Copa do Mundo.

Collina, chefe de arbitragem da Fifa, rejeitou as acusações de parcialidade e afirmou que os árbitros atuaram com independência total, negando qualquer influência externa nas decisões que marcaram a partida.

Declaração de Collina e o episódio

Em entrevista publicada no site da entidade nesta quinta (9), Collina disse que críticas fazem parte do futebol, mas que alegações infundadas contra a arbitragem da Fifa não podem prosperar. “Discussões construtivas sobre decisões sempre farão parte do futebol, mas alegações infundadas não têm lugar no nosso esporte”, declarou.

O dirigente ressaltou ainda que questionar a integridade dos árbitros pode expor oficiais e suas famílias a ameaças, e que esse risco justifica resposta firme da entidade.

Reclamações do Egito

O Egito, eliminado nas oitavas, acusou injustiça após a virada argentina decidida por um gol de Enzo Fernández (meio-campista da seleção argentina e do Chelsea) nos acréscimos. O técnico Hossam Hassan e a federação egípcia apontaram “incidentes cruciais” que, segundo eles, geraram dúvidas sobre a consistência das decisões.

A contestação egípcia focou em um gol anulado de Mostafa Zico (atacante da seleção egípcia) no segundo tempo, e em um lance anterior em que Mohamed Salah (atacante da seleção egípcia e do Liverpool) teria sido derrubado sem que o árbitro marcasse pênalti.

Collina rebateu: o VAR recomendou corretamente a anulação do gol de Zico ao identificar falta de Marwan Attia (meio-campista da seleção egípcia) sobre Lisandro Martínez (zagueiro da seleção argentina e do Manchester United) durante a fase de posse. “Acreditamos que falta é falta. Se o árbitro em campo não viu, o VAR pode intervir”, afirmou.

Sobre o pedido de pênalti antes do lance que resultou no gol de Fernández, Collina explicou que tanto o árbitro em campo quanto o VAR consideraram o contato entre Mohamed Salah e Julian Álvarez (atacante da seleção argentina e do Manchester City) como um contato normal de jogo, justificando a não marcação da penalidade.

Contexto e análise

O uso do VAR, implementado em competições maiores desde 2018, veio para reduzir erros claros, mas deixou intacto o componente subjetivo das decisões — especialmente em faltas e contatos de ataque. Collina fez questão de defender a aplicação dos princípios do VAR ao longo do torneio e disse que a Fifa está satisfeita com a consistência da tecnologia.

Para os torcedores, porém, a linha entre erro humano e intervenção correta segue fina. Em torneios mata-mata, cada lance vira capítulo; a discussão pública aumenta e a pressão sobre árbitros sobe junto. Collina sinalizou que a resposta oficial é transparência e apoio aos árbitros, não admitir acusações que não tenham base.

Ao final, a Fifa mantém sua posição: decisões contestadas serão analisadas, mas não há indícios de manipulação externa nas oitavas entre Argentina e Egito.

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