Marrocos tem seis jogadores nascidos na França antes do duelo com a França nas quartas

Jogadores da seleção do Marrocos durante aquecimento antes da partida
Imagem: Divulgação / Reprodução

Marrocos tem seis jogadores nascidos na França e encara a França nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 nesta quinta (9), às 17h (de Brasília), no Estádio de Boston.

O dado chama atenção: na atual edição do Mundial mais de 250 atletas jogaram por seleções diferentes de seus locais de nascimento. Marrocos surge como uma das seleções com maior presença de jogadores nascidos fora do país — 19 ao todo: seis na França, seis na Espanha, três na Holanda, três na Bélgica e um no Canadá.

Um caso que virou manchete entre os olheiros europeus é Ayyoub Bouaddi (meio-campista, Lille e seleção do Marrocos). Ex-capitão da seleção sub-21 da França, Bouaddi tem 18 anos e, em maio, teve a mudança de nacionalidade aprovada pela Fifa, liberando-o para defender a equipe africana.

O tema não é novo: estudos acadêmicos, como levantamento da Universidade de Oxford, mostraram que, na última década, a seleção marroquina convocou dezenas de atletas nascidos em outros países — reflexo das grandes diásporas e das rotas de formação na Europa.

O que muda em campo

Do ponto de vista tático, a oferta de jogadores formados no futebol francês e espanhol dá ao treinador marroquino opções com educação técnica e experiência em campeonatos europeus. Isso se vê tanto na base quanto no time principal: a mescla tem servido para equilibrar solidez defensiva e capacidade de transição rápida.

Na memória recente, há o encontro direto com a França que todo mundo lembra: em 2022 a seleção francesa eliminou Marrocos por 2 a 0 na semifinal. Agora, em 2026, os marroquinos chegam empolgados depois da vitória por 3 a 0 sobre o Canadá nas oitavas — ainda invictos no torneio.

Jogadores do Marrocos que poderiam jogar na França

  • Issa Diop (zagueiro, seleção do Marrocos)
  • Redouane Halhal (defensor, seleção do Marrocos)
  • Neil El Aynaoui (meio-campista, seleção do Marrocos)
  • Samir El Mourabet (meio-campista/defensor, seleção do Marrocos)
  • Ayyoub Bouaddi (meio-campista, Lille e seleção do Marrocos)
  • Gessime Yassine (atacante, seleção do Marrocos)

Outros “estrangeiros” no elenco

  • Munir Mohamedi (goleiro, seleção do Marrocos) — nascido na Espanha
  • Achraf Hakimi (lateral-direito, seleção do Marrocos) — nascido na Espanha
  • Chadi Riad (zagueiro, seleção do Marrocos) — nascido na Espanha
  • Ismael Saibari (meio-campista, seleção do Marrocos) — nascido na Espanha
  • Brahim Díaz (meio-campista/atacante, seleção do Marrocos) — nascido na Espanha
  • Ayoube Amaimouni (meio-campista, seleção do Marrocos) — nascido na Espanha
  • Zakaria El Ouahdi (atacante, seleção do Marrocos) — nascido na Bélgica
  • Bilal El Khannouss (meio-campista, seleção do Marrocos) — nascido na Bélgica
  • Chemsdine Talbi (atacante, seleção do Marrocos) — nascido na Bélgica
  • Noussair Mazraoui (lateral, seleção do Marrocos) — nascido na Holanda
  • Anass Salah-Eddine (lateral, seleção do Marrocos) — nascido na Holanda
  • Sofyan Amrabat (volante, seleção do Marrocos) — nascido na Holanda
  • Yassine Bounou (goleiro, seleção do Marrocos) — nascido no Canadá

Por que isso interessa ao torcedor

É futebol globalizado: formam-se talentos em academias europeias, mas as raízes e escolhas individuais alimentam seleções com identidade própria. Para o torcedor, significa respeito técnico e também histórias pessoais — filhos da diáspora que voltam para vestir a camisa do país dos pais ou avós.

Na quinta, no Estádio de Boston, ganha quem traduz essa mistura em organização e coragem. Do lado de cá, a gente fica de olho: é jogo grande, é emoção, é Copa do Mundo — e essas histórias de origem só deixam o espetáculo mais bonito.

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