Fifa retira suspensão de Balogun; caso relembra expulsão perdoada de Garrincha em 1962

Balogun comemorando com a camisa da seleção dos Estados Unidos
Imagem: Divulgação / Reprodução

balogun (atacante, AS Monaco) teve a suspensão retirada pela Fifa e estará à disposição dos Estados Unidos para as oitavas de final da Copa do Mundo, nesta segunda-feira (6) em Seattle. A decisão judicial da entidade abriu espaço para um precedente histórico e reacende a lembrança do episódio com Garrincha, que teve uma expulsão perdoada em 1962.

O aval à suspensão segue a margem do Código Disciplinar da Fifa, que permite ao órgão judicial suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar. Com isso, o atacante americano volta ao plantel no momento mais decisivo do torneio, numa definição que pode pesar na ambição do time nas fases eliminatórias.

O episódio de Garrincha em 1962

Garrincha, ponta-direita do Botafogo e ídolo da Seleção Brasileira, foi expulso verbalmente aos 42 minutos do segundo tempo na semifinal contra o Chile, no Mundial do Chile, partida em que marcou os dois primeiros gols do Brasil. Como o cartão vermelho só passou a existir oficialmente nas Copas a partir de 1970, a expulsão de 1962 dependia do julgamento e do entendimento da comissão disciplinar da época.

Registros históricos apontam que a absolvição de Garrincha antes da final — permitida por maioria — teve influência política e interferências nos bastidores, segundo relatos da época. Mesmo gripado e longe da melhor forma física, o camisa 7 foi a campo na decisão e sua presença é considerada determinante para o bicampeonato brasileiro.

Contexto e precedentes

O paralelo com Balogun não é literal, mas guarda semelhanças: decisões disciplinares que voltam atrás em momentos cruciais do torneio alteram o destino de mata‑mata. No caso de Balogun, a reversão acontece já durante a fase eliminatória da Copa, e dá ao técnico a opção de contar com seu principal atacante num jogo onde a margem de erro é mínima.

Do ponto de vista técnico, a liberação do jogador muda a dinâmica da seleção dos Estados Unidos — especialmente em partidas em que o jogo aéreo e a presença de referência na área fazem diferença. Do ponto de vista histórico, reaviva debates sobre critérios de julgamento e transparência em decisões disciplinares da Fifa.

Para o torcedor que gosta de história do futebol, é bonito ver como episódios de quase sete décadas se refletem hoje: a bola segue igual, mas o tabuleiro ao redor mudou — e nem sempre para mais claro.

O que muda para a partida

Com Balogun disponível, a seleção americana ganha uma opção de referência no ataque, capaz de finalizar e abrir espaços. Do outro lado, a Bélgica terá de ajustar marcações e talvez apresentar maior ocupação da área para tentar minimizar a presença do atacante.

Se historicamente o perdão a Garrincha ajudou a sacramentar um tricô de habilidade e improviso que só o futebol brasileiro sabia costurar, agora a reversão sobre Balogun pode decidir quem segue vivo na Copa — e quem volta pra casa com a cabeça cheia de perguntas.

Resumo: Fifa retira suspensão de Balogun; jogador (atacante, AS Monaco) está liberado para as oitavas em Seattle. O caso remete ao perdão a Garrincha em 1962, quando o ponta‑direita do Botafogo também teve a expulsão revertida antes da final.

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