
Bruno Guimarães perde pênalti na Copa; explicação de Davide Ancelotti
Bruno Guimarães, meio-campista do Newcastle United, desperdiçou o pênalti contra a Noruega aos 13 minutos do primeiro tempo, na tarde deste domingo (5 de julho de 2026), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 — e a escolha do cobrador foi justificada por Davide Ancelotti, auxiliar técnico do Real Madrid.
Segundo Davide, a decisão de colocar Bruno para bater a penalidade foi tomada antes da partida. “Foi pensado antes do jogo. Bruno é um jogador com muita experiência e vai saber jogar com isso tranquilamente”, afirmou em entrevista à TV Globo, após o lance.
O pênalti e a defesa
A cobrança de Bruno Guimarães aos 13 minutos foi defendida pelo goleiro norueguês Ørjan Nyland (goleiro, sem clube), que teve atuação destacada no primeiro tempo. O lance virou ponto de discussão sobre a estratégia de cobranças e o momento emocional da equipe.
Bruno, peça importante no meio de campo da seleção brasileira, assumiu a responsabilidade e tentou colocar a bola no canto. Nyland se atirou bem e evitou o gol.
Destaque norueguês e situação de clube
Ørjan Nyland, goleiro de 35 anos, estava sem clube após encerrar o contrato com o Sevilla em junho. Cerca de cinco semanas atrás, Nyland publicou uma mensagem de despedida do Sevilla nas redes sociais, agradecendo ao clube e explicando sacrifícios feitos para ajudar na reta final da temporada.
Durante a passagem pelo Sevilla, Nyland conviveu com lesões no quadril e um problema ligamentar no tornozelo, além de ter atrasado uma cirurgia para seguir à disposição do time em momentos decisivos. Hoje no mata-mata da Copa, sua experiência foi determinante para a defesa do pênalti.
Análise: por que a decisão foi tomada antes do jogo
Escolher o cobrador antes de o juiz apitar é prática comum em seleções com elenco experiente. Bruno Guimarães tem papel de liderança no meio e perfil técnico para cobranças sob pressão, por isso a comissão técnica optou por manter a ordem planejada — mesmo com nomes consagrados no plantel.
Do ponto de vista tático, delegar a responsabilidade a quem distribui jogo pode ter dupla função: não só buscar eficiência na cobrança, mas também sinalizar confiança do grupo. Ainda assim, pênaltis são momentos de alta variabilidade e podem virar narrativa do jogo.
O resultado do lance obrigou o Brasil a recalcular alternativas ofensivas; para a Noruega, a defesa de Nyland deu moral e mostrou que um arqueiro sem clube pode decidir partidas importantes quando o cenário exige foco e experiência.
O confronto segue em aberto e a discussão sobre ordem de cobradores deve acompanhar a seleção nas próximas fases da Copa do Mundo 2026.



