Thomas Tuchel diz que Inglaterra não é favorita, mas sonha com título da Copa do Mundo

Thomas Tuchel falando à imprensa durante coletiva na Flórida antes do amistoso
Imagem: Divulgação / Reprodução

Thomas Tuchel afirmou que não considera a seleção da Inglaterra favorita ao título da Copa do Mundo, mas garantiu que o time chega em boas condições e pode “ousar sonhar” com a conquista, em entrevista na Flórida na véspera do amistoso com a Costa Rica. O treinador alemão ressaltou que, embora a Inglaterra seja apontada pelas casas de apostas entre as candidatas, o peso histórico de não vencer desde 1966 influencia a percepção externa. Tuchel pediu tranquilidade mental e foco em cada etapa da competição para que a equipe transforme potencial em resultado. A declaração ocorreu às vésperas da estreia inglesa no torneio, marcada para 17 de junho, em Dallas.

Analogia e cautela

O técnico usou uma imagem que chamou atenção: comparou a situação da Inglaterra a um tenista que vai a Wimbledon sem nunca ter levantado o troféu, para explicar por que o país não é visto como favorito. Ele destacou que há seleções com histórico recente de conquistas, que acabam naturalmente apontadas como favoritas, e que isso faz parte da análise do torneio. Apesar disso, Tuchel deixou claro que não falta confiança no elenco e que a seleção tem condições de surpreender. A postura é de admitir limitações históricas sem abrir mão da ambição.

Primeira Copa como treinador de seleção

Tuchel encara sua primeira Copa do Mundo comandando uma seleção, mas chega com currículo de alto nível no futebol de clubes, tendo passado por Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain e Chelsea, onde conquistou a Liga dos Campeões em 2021. O treinador afirmou que a experiência em mata-mata na Europa o ajudou a preparar a equipe para os momentos decisivos do Mundial. Ele ressaltou a importância de não tentar absorver o torneio inteiro de uma vez, focando primeiro na fase de grupos e depois nos embates eliminatórios. Segundo Tuchel, quando a seleção chegar às quartas de final, a confiança tende a aparecer naturalmente.

“Ousamos sonhar” e o elenco inglês

Tuchel repetiu o mantra “Eu acredito” ao falar do grupo e do sonho coletivo, lembrando que triunfo exige trabalho duro, disciplina e capacidade de recuperação após decepções. A Inglaterra estreia em 17 de junho contra a Croácia, reedição da semifinal de 2018, e chega com nomes de peso: Harry Kane (atacante, Bayern Munich), Jude Bellingham (meio-campista, Real Madrid), Phil Foden (meio-campista, Manchester City) e Bukayo Saka (ponta, Arsenal). O treinador destacou a necessidade de foco em cada partida e de construir confiança jogo a jogo para transformar ambição em resultado prático. A avaliação pública sobre as chances inglesas, concluiu Tuchel, não diminui a responsabilidade interna do grupo.

Contexto para o futebol brasileiro

Enquanto a Inglaterra se prepara nos Estados Unidos, o calendário brasileiro segue acelerado com Brasileirão, Copa do Brasil e a busca por vagas na Libertadores envolvendo clubes do Rio de Janeiro. Fluminense, Flamengo, Vasco e Botafogo — o Tricolor das Laranjeiras, o Mengão, o Gigante da Colina e o Glorioso — sentem na pele a pressão por resultados, seja no Maracanã, em São Januário ou no Estádio Nilton Santos. A lição de Tuchel sobre manejo da pressão e foco etapa a etapa ecoa para técnicos e elencos brasileiros, que também precisam equilibrar calendário apertado e expectativa das torcidas. Em campo e fora dele, a fórmula do sucesso passa por gestão mental, preparação tática e consistência ao longo das competições.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *