Ronaldo elogia Matheus Cunha na Copa e aponta falta de ‘camisas 9 letais’

Matheus Cunha comemorando um gol com a camisa da seleção brasileira
Imagem: Divulgação / Reprodução

Matheus Cunha, atacante do Manchester United, recebeu elogios de Ronaldo Fenômeno pela atuação na Copa do Mundo de 2026; Cunha já marcou três dos sete gols da Seleção Brasileira no torneio. O reconhecimento do ex-atacante chegou depois de partidas em que Cunha se mostrou versátil: finaliza, puxa a marcação e abre espaços para as pontas. Ronaldo ressaltou que, mesmo usando a camisa 9, Cunha não é o típico centroavante de área, mas tem sido peça importante para a equipe. O desempenho do jogador também ajudou a destacar companheiros como Vinicius Júnior (ponta, Real Madrid) durante o torneio.

Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, Ronaldo — ex-atacante da seleção brasileira — elogiou a contribuição tática de Matheus Cunha e colocou na mesa a discussão sobre a formação de artilheiros clássicos no Brasil. Cunha marcou dois gols na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti e chegou a três gols no total da campanha até aqui, números que comprovam sua participação direta no ataque. O Fenômeno ponderou que a sociedade e os clubes precisam investir na transformação de jovens atacantes em finalizadores letais. Essa observação reacende o debate sobre como o futebol brasileiro forma centroavantes para competições decisivas como a Copa do Mundo.

A carência de “fazedores de gols”

Ronaldo lembrou da tradição brasileira de centroavantes que decidiam partidas, e o comentário abriu espaço para um balanço histórico: o país já teve referência com ex-atacantes como Romário e Adriano, e mais recentemente nomes como Gabriel Barbosa (atacante, Flamengo) assumiram esse papel em clubes. Hoje, porém, a formação tática privilegia movimentação e versatilidade, o que nem sempre resulta em um ‘nove’ fixo de área. No cenário de clubes e Seleção, competições como o Brasileirão e a Libertadores escancararam a necessidade de artilheiros que definam jogos no pé da grande área. Para o futebol carioca, isso se reflete em Mengão, Fluminense, Vasco e Glorioso buscando referências de ataque que possam ser decisivas em clássicos e no Cariocão.

Análise: impacto para clubes e Seleção

A falta de um centroavante de referência tem efeitos práticos: técnicos precisam adaptar sistemas para compensar ausência de um finalizador natural, e talentos versáteis como Matheus Cunha acabam ocupando funções híbridas. Esse fenômeno influencia treinamentos nas categorias de base e a prospecção de atacantes no mercado nacional e internacional. No curto prazo, a Seleção depende de jogadores que conciliem mobilidade e faro de gol; no médio prazo, clubes brasileiros têm papel central para lapidar jovens artilheiros em competições como o Brasileirão e a Copa do Brasil. A comparação com épocas em que o número 9 era sinônimo de área mostra como a tática evoluiu, mas também aponta lacunas a serem preenchidas na formação de atacantes.

Próximos passos da Seleção

A Seleção Brasileira terminou a fase de grupos em primeiro lugar do Grupo C e tem sequência de mata-mata pela frente; o próximo duelo está marcado para segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, Texas, nos Estados Unidos. Matheus Cunha chega ao confronto como um dos artilheiros da equipe, e a expectativa é que sua mobilidade continue abrindo espaços para pontas como Vinicius Júnior (ponta, Real Madrid) e outros jogadores de ligação. Ronaldo acredita que, se a Seleção conseguir transformar parte dessa versatilidade em eficiência de área, o Brasil terá mais chances nas fases finais. A performance do atacante do Manchester United será observada de perto por torcedores e observadores táticos até o fim do torneio.

O debate sobre camisas 9 letais segue vivo nas conversas dos torcedores cariocas e nacionais, do Maracanã aos estádios do interior. Seja no Brasileirão, na Copa do Brasil ou nas competições continentais, a busca por artilheiros de referência continua urgente. Enquanto isso, Matheus Cunha carrega a responsabilidade de unir mobilidade e faro de gol pela Seleção, e o elogio de Ronaldo só reforça a atenção sobre seu desempenho nos próximos jogos.

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