Dirigentes italianos rechaçam proposta de substituir Irã por Itália na Copa

Dirigente diz que ficaria "ofendido" se Itália for à Copa no lugar do Irã | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

A declaração de um enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo à Fifa que substitua o Irã pela Itália na Copa do Mundo provocou reação imediata na Itália. O tema não caiu bem entre dirigentes e autoridades esportivas do país europeu, que defenderam a legitimidade da vaga conquistada dentro de campo. A proposta, apresentada como tentativa de acomodar interesses diplomáticos, foi rechaçada publicamente por representantes do esporte italiano. No tom de quem respira futebol, os cartolas lembraram que torneio internacional se disputa no gramado, não em bastidores políticos.

Luciano Buonfiglio, presidente do Comitê Olímpico da Itália (Coni), foi taxativo ao responder sobre a possibilidade: disse que não acha viável trocar uma seleção que se classificou em campo e que, pessoalmente, se sentiria ofendido com a sugestão. Andrea Abodi, ministro do Esporte e da Juventude, também criticou a ideia e reforçou que a Azzurra — a seleção italiana — deveria disputar o Mundial apenas se garantir a vaga nas competições qualificatórias. Ambos destacaram o respeito às regras e ao mérito esportivo como base para qualquer decisão vinculada à Fifa. A fala dos dirigentes colocou pressão sobre quem propôs a intervenção política na competição.

Entenda o caso

O pedido partiu de um enviado especial do presidente Donald Trump, que sugeriu à Fifa e ao presidente Gianni Infantino que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo sediada nos Estados Unidos. Segundo relatos, a proposta vinha como tentativa de reparar relações diplomáticas entre Washington e Roma, após atritos envolvendo autoridades e declarações públicas. O próprio enviado declarou que, por ser italiano de nascimento, ver a Azzurra no torneio seria um sonho, lembrando os quatro títulos mundiais da Itália como argumento. A referência ao histórico da seleção foi usada para justificar, na visão do proponente, a inclusão sem passar pelas eliminatórias.

A Itália sofreu um revés nas eliminatórias: em março, a equipe ficou fora do Mundial ao perder por 4 a 1 nos pênaltis para a Bósnia no playoff, resultado que manteve a Azzurra fora do torneio pela terceira vez consecutiva. Em paralelo, o Irã informou em abril que só decidiria sobre sua participação após receber uma resposta oficial da Fifa sobre a possível transferência de seus jogos dos Estados Unidos para o México. A situação junta futebol e diplomacia, com a Fifa colocada no centro do debate sobre regras, logística e soberania esportiva. Resta aguardar posicionamentos formais da entidade e acompanhar como os atores envolvidos vão responder dentro do calendário das próximas semanas.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *