
O regulamento da fifa decidiu a eliminação do Haiti e da Turquia da Copa do Mundo de 2026, mesmo com uma rodada restante na fase de grupos. A mudança na ordem dos critérios de desempate colocou o confronto direto acima do saldo de gols, e isso foi suficiente para tirar as duas seleções da briga pelo mata-mata. Haiti e Turquia já não têm possibilidade matemática de avançar por causa dos resultados frente aos adversários diretos. A definição veio antes da rodada derradeira e mexeu com as contas do Grupo C.
Mudança no critério de desempate
Nesta edição do Mundial, o confronto direto entre seleções empatadas em pontos passou a ser o primeiro critério de desempate aplicado pela Fifa. Em edições anteriores, incluindo a Copa do Mundo de 2022, o saldo de gols aparecia antes do confronto direto na hierarquia de critérios. A alteração altera a dinâmica de disputa nas chaves, dando peso extra a jogos entre rivais imediatos. Para seleções menores, essa prioridade do duelo direto pode significar que uma derrota pontual valha mais que a soma do desempenho contra terceiros.
Como se deu a eliminação
No Grupo C, o Haiti poderia chegar aos mesmos três pontos da Escócia caso vencesse sua partida na última rodada, mas perdeu o confronto direto por 1 a 0 e, por isso, fica atrás no desempate. Os haitianos já haviam sido derrotados pela Escócia (1 a 0) e pelo Brasil (3 a 0), resultados que deixaram a seleção sem margem de manobra. A Turquia soma duas derrotas em dois jogos e também está fora: os europeus perderam para Austrália (2 a 0) e Paraguai (1 a 0), e essas derrotas frente a adversários diretos encerraram suas chances. Mesmo se igualarem pontos com rivais na rodada final, ambos ficam prejudicados pelo novo critério em vigor.
Situação da chave e próximos desdobramentos
Brasil e Marrocos lideram o Grupo C com quatro pontos cada, seguidos pela Escócia com três, enquanto o Haiti aparece sem pontuar. A rodada final definirá a ordem da classificação e as vagas para o mata-mata, mas já não pode reverter as eliminações do Haiti e da Turquia no torneio. A mudança no regulamento traz reflexos táticos imediatos, com seleções priorizando resultados diretos e gerenciamento de risco em jogos-chave. Fora de campo, o caso reabre o debate sobre critérios de desempate e a melhor forma de equilibrar justiça esportiva e competitividade em torneios curtos.



