
Michael Olise, meia-atacante do Crystal Palace e da seleção da França, chegou a sete assistências na Copa do Mundo de 2026 e assumiu o recorde isolado entre os números oficiais do torneio.
O que aconteceu
Na disputa pelo terceiro lugar, Olise ofereceu duas assistências que, somadas às anteriores, elevaram sua conta na competição para sete passes para gol. Uma das assistências foi para Kylian Mbappé, atacante do Paris Saint-Germain e da seleção francesa.
A marca coloca Olise à frente de Pelé, o lendário atacante do Santos e da seleção brasileira, que registrou seis assistências na Copa de 1970 segundo levantamentos tradicionais. Antes desta edição, campanhas de Didi (ex-meia do Botafogo e da seleção brasileira) e Jair (ex-atacante da seleção brasileira) também fechavam Mundiais com seis assistências.
Como as estatísticas foram construídas
Das sete assistências de Olise, todas foram em jogadas de bola rolando — sem contar lances de bola parada como faltas, escanteios ou pênaltis —, o que ressalta a participação direta do meia na criação ofensiva. A Fifa, vale lembrar, só passou a contabilizar assistências oficialmente a partir de 1966; estatísticas anteriores dependem de levantamentos históricos.
Levantamentos independentes apontam Raymond Kopa, ex-meia-atacante do Real Madrid e da seleção francesa, como recordista absoluto não-oficial, com oito assistências na Copa de 1958. Com sete em 2026, Olise aparece agora em segundo lugar nessa listagem histórica e precisa de mais uma assistência para igualar Kopa.
Impacto e contexto
Para a França, a performance criativa do camisa 11 acrescentou opções ao ataque num torneio em que a seleção precisou alternar peças diante de lesões e cartões. Olise, com suas assistências, virou referência de criação — algo raro de ver tão concentrado em apenas uma edição do Mundial.
Do ponto de vista histórico, superar uma marca associada a Pelé acende debates sobre comparação entre eras, regras e registros. Ainda assim, números puros dão dimensão: sete assistências em um único Mundial é um dado que entra para a galeria de campanhas ofensivas mais vistosas da história das Copas.
Um olhar do gramado
Na crônica do jogo, Olise apareceu como quem tem faro de passe e tranquilidade para decidir em espaços curtos. O torcedor que acompanha futebol sabe: criar gol contra as defesas mais fechadas hoje é arte — e o francês mostrou pinceladas suficientes para virar assunto por dias.
Independentemente do resultado final da competição, a campanha de Olise rende estatística e história. E no rescaldo da Copa, os números tendem a ser discutidos por torcedores e estatísticos; para quem gosta de futebol, é moeda forte para o debate.



