
Infantino tem o apoio formal de mais de 200 federações para concorrer à reeleição na Fifa, de acordo com apuração da imprensa internacional.
A movimentação mostra que, de um total de 211 associações filiadas, apenas um grupo reduzido ainda não enviou cartas de adesão à candidatura do atual presidente.
O que está em jogo
O cenário é simples: com mais de 200 cartas, a reeleição de Gianni Infantino ganha fôlego — e ritmo — rumo ao Congresso que definirá o ciclo 2027-2031. Há um prazo: cartas podem ser transferidas para outro candidato até o dia 18 de novembro.
Infantino está no cargo desde 2016 e, em abril de 2026, ao encerrar o 76º Congresso da Fifa em Vancouver, confirmou a intenção de disputar o novo mandato.
Apesar desse apoio amplo, sobram polêmicas. Durante a última Copa do Mundo houve críticas públicas e debates sobre decisões da entidade que mexeram com as confederações e clubes ao redor do planeta.
Quem ainda não fechou com ele
Algumas federações europeias se mantêm reticentes. A Alemanha, entre as de maior peso no Velho Continente, foi citada como uma das que ainda não manifestaram apoio formal.
Além disso, há atritos com a Uefa, que se posicionou contra algumas medidas da Fifa envolvendo o torneio de 2026 e outras questões administrativas.
Análise: por que o número importa
Do ponto de vista numérico, superar a marca de 200 federações é um sinal claro de estabilidade interna para a liderança. A Fifa tem 211 associações filiadas, então esse apoio representa uma maioria consolidada — não uma unanimidade, mas uma coalizão forte.
Historicamente, sucessões na Fifa ganharam contornos dramáticos após o escândalo que levou à renúncia de Sepp Blatter. Infantino entrou nesse vácuo institucional em 2016 e, desde então, buscou ampliar a projeção global da entidade. O apoio massivo reduz as chances de uma surpresa eleitoral e tende a manter continuidade em políticas que impactam desde calendário de clubes até critérios de classificação continental.
Para o futebol brasileiro — clubes, CBF e torcedor — a manutenção do comando da Fifa significa previsibilidade em negociações internacionais e no calendário. Mas também mantém em pauta os debates sobre distribuição de receitas e formato de competições, temas que interessam diretamente aos grandes clubes cariocas quando voltam a disputar Libertadores e Copa do Brasil.
Próximos passos
Até 18 de novembro novas candidaturas podem surgir, caso federações decidam transferir suas cartas. Hoje, Infantino aparece como o único candidato declarado com adesão majoritária.
Nos bastidores, a discussão segue viva: apoio formal, pressão de confederações continentais e episódios recentes da Copa do Mundo alimentam a narrativa que vai do salão do Congresso às arquibancadas.
O jogo ainda não terminou, mas as peças já se movimentam — e o relógio corre para novembro.



