Mehdi Taremi diz que política de vistos dos EUA gerou tensão na Copa do Mundo 2026

Mehdi Taremi com a camisa da seleção do Irã durante aquecimento
Imagem: Divulgação / Reprodução

Mehdi Taremi, capitão e atacante da seleção do Irã, afirmou que a política de vistos dos Estados Unidos gerou um clima de “tensão” na Copa do Mundo de 2026. Segundo o jogador, a atmosfera antes do torneio está diferente do habitual e a equipe sentiu o impacto das negativas de entrada. A declaração do capitão veio enquanto a delegação reorganizava sua logística para a competição na América do Norte. Taremi destacou que a situação extrapola o campo e afeta a preparação do time antes dos jogos.

Situação dos vistos e mudança de base

Problemas com autorizações de entrada levaram a seleção iraniana a transferir sua base de treinamentos de Tucson, nos Estados Unidos, para Tijuana, na fronteira mexicana. Pelo menos 14 integrantes da delegação tiveram vistos negados para entrar nos EUA, o que forçou mudanças no planejamento e na rotina do grupo. Entre os afetados está um dirigente de alto escalão da federação, e a entidade segue em contato com a Fifa na tentativa de reverter as negativas. A alteração de local implicou em ajustes logísticos e técnicos a poucos dias do pontapé inicial da competição.

Contexto e impacto no torneio

O episódio ganha peso porque, historicamente, Copas do Mundo são vistas como momentos de integração entre seleções e torcedores, e qualquer tensão fora de campo tende a repercutir dentro das quatro linhas. Mehdi Taremi já participou de três edições do Mundial e usou a experiência para comparar atmosferas, dizendo sentir menos aquela hospitalidade que costuma caracterizar o evento. A mudança de base e as negativas fazem parte de um cenário mais amplo que inclui impactos no calendário do futebol local do Irã, motivados por conflitos regionais. Para a organização da competição, casos como esse elevam o debate sobre neutralidade e tratamento igualitário entre delegações.

Reações da federação e discurso contra discriminação

O vice-presidente da federação iraniana afirmou que a entidade trabalha junto à Fifa para tentar reverter as negativas e pediu tratamento igualitário para todas as delegações. “Não deve haver discriminação no esporte”, disse o dirigente, ressaltando o compromisso da equipe em buscar soluções administrativas e diplomáticas. A fala institucional busca minimizar efeitos práticos na preparação técnica e na logística do elenco. Enquanto isso, a comissão técnica tenta manter o foco em ajustes táticos e na escolha do time para a estreia.

Concentração dos jogadores e estreia

Apesar dos problemas extracampo, os jogadores dizem estar concentrados na disputa do Mundial e na estreia contra a Nova Zelândia. O atacante Alireza Jahanbakhsh (atacante, seleção do Irã) reconheceu a delicadeza do momento, principalmente pela preocupação com familiares no país, mas afirmou que o grupo tenta manter o foco dentro de campo. A equipe realizou parte da preparação na Turquia antes de se deslocar para a América do Norte, buscando preservar o ritmo de trabalho. Com todos os jogos da fase de grupos já programados em território norte-americano, a seleção corre contra o relógio para recuperar a rotina de treinos e o entrosamento.

O que vem pela frente

Além da estreia diante da Nova Zelândia, a delegação iraniana precisa administrar a tensão externa sem deixar que isso respingue no desempenho em campo. A expectativa é que, se a situação dos vistos for amenizada, a equipe volte a ter condições mais estáveis de preparação antes dos próximos duelos do grupo. Para Taremi e seus companheiros, a prioridade é concentrar energia no futebol, transformar adversidades em foco coletivo e tentar apresentar o melhor rendimento possível na competição.

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