
Luka Modric, meio-campista da seleção croata e do Real Madrid, repensa a aposentadoria da Croácia após o retorno de Slaven Bilic, anunciado pela federação em 13 de julho de 2026.
O capitão de 40 anos havia planejado encerrar a carreira na seleção depois da Copa do Mundo de 2026, mas fontes citadas pelo jornal espanhol AS apontam que a volta de Bilic — treinador com quem trabalhou entre 2006 e 2012 — abriu espaço para que Modric reavalie a decisão.
Diálogo entre técnico e capitão
Bilic deixou claro em sua primeira entrevista que uma das prioridades é falar diretamente com o camisa 10: “Gostaria muito que ele continuasse, mas a decisão é totalmente dele. Luka significa muito para o futebol e para a seleção croata”, disse o treinador.
O diálogo, segundo Bilic, será particular. “Vamos falar sobre isso primeiro, entre nós dois. Conversamos como treinador e amigo, então ele pode ouvir minha opinião. Mas deixe-me falar com ele primeiro”, completou.
O peso da camisa e os números
Capitão desde 2016, Modric soma 203 partidas pela seleção croata — um número que traduz experiência e liderança. A permanência ou não do meio-campista altera o roteiro esportivo da Croácia pelos próximos anos, tanto em competições oficiais quanto na formação de um novo ciclo.
Para um torcedor que acompanha futebol com olho clínico, ver um gigante desses repensar o adeus tem cheiro de redenção: não é só talento, é comando em campo.
Metas de Bilic e legado de Dalic
A nomeação de Slaven Bilic foi aprovada por unanimidade pelo Comitê Executivo da federação. Ele assumiu a missão de suceder Zlatko Dalic, que teve quase nove anos à frente da seleção (desde 2017) e conduziu a Croácia ao vice no Mundial de 2018 e ao terceiro lugar em 2022, antes da eliminação no Mundial de 2026.
Bilic falou em trazer “energia, ambição e determinação” para manter a Croácia entre as elites do futebol mundial. Esse recado tem impacto direto: manter Modric seria sustentar a espinha dorsal de uma equipe acostumada a disputar fases finais de grandes torneios.
Análise — o que muda para a Croácia
Do ponto de vista tático e emocional, a possível continuidade de Modric dá à Croácia um prazo imediato para planejar convocações e transições. Bilic já conhece bem o ambiente da seleção e tem relacionamento antigo com o capitão — combinação que pode acelerar ajustes e preservar a competitividade em eliminatórias e amistosos preparatórios.
Historicamente, seleções pequenas em população mas grandes em organização, como a croata, dependem da manutenção de líderes de alto nível. Se Modric aceitar o chamamento, a Croácia ganha na experiência; se confirmar a aposentadoria, Bilic terá uma missão dupla: encontrar alternativas no meio-campo e renovar a liderança dentro do grupo.
Nos próximos dias, a conversa privada entre técnico e capitão deve definir o rumo. Para quem gosta de futebol pelo espetáculo e pela história, é um capítulo que se escreve com emoção — e que pode ter continuidade inesperada.



