Davide Ancelotti diz que se sentiu ‘sozinho’ ao justificar saída do Botafogo

Davide Ancelotti em entrevista vestindo o uniforme do Botafogo, em coletiva
Imagem: Divulgação / Reprodução

Davide Ancelotti disse que se sentiu “sozinho” e explicou a saída do Botafogo nesta terça-feira; o treinador encerra a passagem que levou o Glorioso ao sexto lugar do Brasileirão 2025.

“Eu me senti sozinho”, afirmou Davide em entrevista coletiva, resumindo o desgaste que o levou à decisão de deixar o comando do clube alvinegro.

A passagem de Davide Ancelotti pelo Botafogo

Davide Ancelotti assumiu o Botafogo no segundo semestre de 2025 e conquistou uma arrancada que terminou com o time na sexta colocação do Brasileirão 2025. A campanha recolocou o Glorioso em posição de destaque na tabela após oscilações anteriores na temporada.

O trabalho ganhou elogios por ajustar a defesa e por resultados importantes dentro do Estádio Nilton Santos, casa do clube. Ainda assim, o técnico falou em desgaste interno e em falta de apoio como motivos decisivos para a saída.

Contexto e impacto

Para um técnico com o sobrenome Ancelotti, a trajetória em campos cariocas teve brilho e tensão: a chegada no meio da temporada exigiu adaptação rápida ao elenco e à pressão das torcidas em São Januário e no Nilton Santos.

Do ponto de vista do clube, a saída abre uma janela de incerteza sobre o planejamento para as próximas competições nacionais. A diretoria agora precisa decidir se buscará um nome com perfil de continuidade ou fará uma reformulação mais profunda.

Segundo o próprio treinador, a mudança também teve relação com questões pessoais: ele mencionou retorno a um projeto ao lado do pai, Carlo Ancelotti, e a busca por novos desafios fora da rotina do clube.

Repercussão

Nas redes e nas arquibancadas, a notícia pegou a torcida de surpresa: o sentimento é misto entre quem reconhece a recuperação tática do time e quem reclama da instabilidade que marcou a temporada.

O episódio reforça duas certezas do futebol carioca: a rapidez das decisões e a intensidade das cobranças. Para o torcedor do Glorioso, fica a memória dos pontos conquistados; para o clube, a tarefa de encontrar um sucessor que entenda o espírito do elenco.

Ficou claro, nas falas finais de Davide, que a solidão mencionada pesou mais que qualquer resultado — e no futebol, sentimento também conta. O próximo capítulo do Botafogo começa agora, com a diretoria responsabilizada por montar o elenco e a comissão que seguirão na busca por estabilidade.

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