
O Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense por 2 a 1 na noite deste domingo, 3 de maio de 2026, na Arena Condá, em Chapecó, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Foi uma partida de viradas, emoção e decisão nos detalhes, com o time paulista buscando o resultado fora de casa e a Chapecoense tentando arrancar em seu estádio. O jogo teve movimentação intensa no primeiro tempo e uma virada definida na segunda etapa, com destaque para a capacidade de finalização do visitante. O placar deixa a sensação de jogo aberto, típico de rodadas decisivas do Brasileirão.
Como fica
Com a vitória, o Red Bull Bragantino chegou a 20 pontos e subiu para a 7ª posição na tabela do Brasileirão, somando seis vitórias, dois empates e seis derrotas em 14 jogos disputados. O desempenho coloca o time de Vagner Mancini (técnico, Red Bull Bragantino) mais próximo do pelotão que mira vagas em competições continentais. A Chapecoense, comandada por Gilmar Dal Pozzo (técnico, Chapecoense), segue na lanterna com apenas 8 pontos — resultado de uma vitória, cinco empates e sete derrotas até aqui. A defesa da equipe catarinense já sofreu 26 gols, o pior saldo defensivo junto com o Glorioso, o Botafogo, e a situação na tabela exige reação rápida para afastar o risco da degola.
O jogo
A Chapecoense abriu o placar aos 22 minutos do primeiro tempo em jogada trabalhada pela ponta direita. Ênio (atacante, Chapecoense) recebeu pela linha, cruzou e Bruno Pacheco (zagueiro, Chapecoense) cabeceou para o meio; Yannick Bolasie (ponta, Chapecoense) acompanhou e desviou para o fundo da rede, inaugurando o marcador na Arena Condá. A sequência animou o torcedor da casa e mostrou mobilidade nas laterais da Chapecoense, que explorou bem as transições ofensivas nos primeiros 45 minutos. Foi um primeiro tempo com intensidade e alternativas para os dois lados.
O Red Bull Bragantino respondeu ainda na etapa inicial. Aos 41 minutos, Gabriel (atacante, Red Bull Bragantino) aproveitou uma sobra dentro da área, tentou um passe de cabeça que acabou quicando na frente de Anderson Paixão (goleiro, Chapecoense) antes de entrar, e o empate foi restabelecido. O período também teve intervenção do VAR: aos 31 minutos o árbitro Paulo César Zanovelli da Silva revisou a jogada e converteu o cartão vermelho inicialmente dado a Cauê (zagueiro, Red Bull Bragantino) em amarelo, mantendo o jogo com ambos os times com onze desde então. O intervalo chegou com 1 a 1, margem curta para o que viria depois.
No segundo tempo, a virada do Bragantino saiu aos 28 minutos, em uma jogada individual de Lucas Barbosa (meia-atacante, Red Bull Bragantino). Ele recebeu na entrada da área, driblou três marcadores e finalizou na saída do goleiro para colocar o visitante à frente. Após o gol, a Chapecoense tentou reagir com três alterações simultâneas — Ítalo (atacante, Chapecoense), Marcos Vinícius (meio-campista, Chapecoense) e Giovanni Augusto (meia-atacante, Chapecoense) — buscando velocidade e presença no último terço. A equipe ainda assustou com uma bola na trave de Ênio, mas não conseguiu furar a marcação do Bragantino.
A partida também teve episódios de tensão: um membro da comissão técnica da Chapecoense foi expulso aos 37 minutos do segundo tempo e Bruno Leonardo (volante, Chapecoense) recebeu cartão amarelo aos 40, sinais da pressão no estádio. O Red Bull Bragantino administrou a vantagem nos minutos finais e carimbou a vitória que o coloca numa posição mais confortável na tabela do Brasileirão. Para a Chapecoense fica a necessidade urgente de ajustes defensivos e pontuação rápida para escapar da lanterna nas próximas rodadas.
Contexto e números
A partida foi válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, competição que segue embolada e com muitos jogos decididos nos minutos finais. A Chapecoense soma 8 pontos em 14 jogos e já sofreu 26 gols, número que a deixa entre as piores defesas da competição ao lado do Botafogo. O Bragantino, com 20 pontos, volta a se aproximar do G-6 e segue com ambição de disputar vagas em torneios continentais. No cenário geral, resultados como esse influenciam diretamente a briga por permanência e por classificação internacional, especialmente nesta fase do calendário.



