
Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid, passou quase todo o jogo de volta da semifinal da Champions League rondando a área técnica e vivendo cada lance com a intensidade de um torcedor. O argentino, de 56 anos, gesticulou, cobrou a equipe e acabou advertido com cartão amarelo durante a partida. No placar agregado, o Atleti foi eliminado por 2 a 1 e perdeu a chance de disputar a final pela terceira vez sob o seu comando de 15 anos. Mesmo assim, horas depois, Simeone apareceu sereno nas entrevistas, com a franqueza de quem assume a derrota sem teatralidade. A cena misturou ímpeto e resignação, imagens de um treinador acostumado a decidir partidas pelos detalhes.
Ele resumiu o sentimento com palavras simples: “Sinto calma, sinto paz”. Simeone disse acreditar que o time “deu absolutamente tudo” e reconheceu que o Arsenal mereceu por aproveitar a grande chance no primeiro tempo. O treinador lamentou também as oportunidades desperdiçadas no empate por 1 a 1 em Madri na semana passada, quando o Atlético poderia ter sido mais letal. No balanço final, Simeone destacou o orgulho pela campanha e a necessidade de aceitar o lugar onde o clube ficou.
Elogios ao estilo de jogo do Arsenal
O técnico foi generoso nos elogios ao rival inglês, elogiando a disciplina defensiva e a capacidade de “vencer feio” que o Arsenal tem mostrado em jogos decisivos. A equipe de Mikel Arteta chegou a nove jogos sem sofrer gols nesta edição da Champions League, um número que Simeone citou como explicação para as dificuldades de furar a defesa adversária. Ele afirmou que Arteta fez um trabalho incrível e que, na condição de rival, fica satisfeito pelo sucesso tático do time. A avaliação veio com a clareza típica de Simeone: mérito do adversário e respeito pelo processo que os levou até aqui.
Despedida para Griezmann
A eliminação trouxe também a frustração da despedida que não veio para Antoine Griezmann, atacante do Orlando City, que via a Champions como a chance de encerrar sua passagem por Madri com uma final. O francês, que se transferiu para a MLS, ficou sem a possibilidade de fechar esse ciclo de forma definitiva diante da torcida. Jan Oblak, goleiro do Atlético de Madrid, falou sobre o momento difícil no vestiário e lamentou que todos — jogadores e torcedores — tenham ficado sem a festa esperada. No fim, ficou a tristeza do adeus adiado e o reconhecimento pela jornada que o clube construiu na competição.



