Balogun: Bélgica obtém direito de recorrer da decisão da Fifa sobre suspensão

Folarin Balogun em campo com a camisa da seleção dos Estados Unidos
Imagem: Divulgação / Reprodução

Folarin Balogun ficou no centro da polêmica: a Bélgica obteve o direito de recorrer da decisão da Fifa que retirou a suspensão do atacante da seleção dos Estados Unidos.

A informação, confirmada por fontes da cobertura internacional, chega a poucas horas da partida de oitavas de final marcada para esta segunda-feira (6) no Estádio de Seattle — um desfecho que pode alterar escalas e preparação das equipes.

Balogun, atacante da seleção dos Estados Unidos, tem 25 anos e é o artilheiro americano na Copa com três gols, incluindo o tento da vitória sobre a Bósnia e Herzegovina na última quarta-feira (1º). Ele chegou a ser punido com cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que acarretaria suspensão automática de um jogo.

O que mudou e o prazo para as federações

No domingo (5) a Fifa anunciou a retirada da suspensão; a reação não foi pacífica. A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) enviou carta formal à entidade pedindo recurso, e o pedido foi aceito.

A RBFA e a Federação de Futebol dos EUA foram chamadas a apresentar suas alegações até as 9h (horário de Brasília) — prazo definido pelo comitê. Um membro do comitê de apelações da Fifa, sem vínculo com federações da Uefa ou da Concacaf, foi designado para analisar o caso.

Risco de decisão depois do apito inicial

A Bélgica não tem garantia de que uma decisão ocorrerá antes do duelo. Isso deixa as duas seleções, técnico e torcidas numa tensão que pode mudar escalações em cima da hora.

O técnico belga Rudi Garcia, técnico da seleção da Bélgica, criticou a decisão da Fifa em comunicado, defendendo princípios do regulamento e do fair play. Do outro lado, Mauricio Pochettino, técnico da seleção dos Estados Unidos, declarou que entende a posição belga, mas apoia a medida da Fifa.

Também foi relatado que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e membros da Casa Branca entraram em contato com a cúpula da Fifa — informação que alimentou ainda mais o debate público sobre interferência externa no processo disciplinar.

Contexto e precedentes

No histórico recente, já houve precedentes: Cristiano Ronaldo, atacante de Portugal e do Al-Nassr, teve suspensão convertida em período probatório antes da competição anterior — situação que serviu de referência nas discussões sobre proporcionalidade e interpretação do código disciplinar.

O caso Balogun levanta questões práticas: a aplicação imediata de cartões vermelhos em jogos eliminatórios, a margem de atuação do VAR e a possibilidade de decisões disciplinares serem revistas em caráter excepcional pela Fifa. Para torcedores e clubes, o nervosismo é claro: decisões tardias podem afetar preparação tática e logística, principalmente em partidas de mata-mata.

Do ponto de vista esportivo, a presença de Balogun em campo representa um ganho técnico para os EUA — ele tem sido peça ofensiva determinante para a seleção. Para a Bélgica, a defesa do regulamento busca preservar precedentes que inviabilizariam reinterpretações pós-jogo em situações semelhantes.

Enquanto a apelação corre, a expectativa no Estádio de Seattle e entre torcedores é de tensão e incerteza: quem entra em campo pode não ser, até o apito final, a versão que o treinador planejou.

Acompanhe a atualização das federações e da Fifa nas próximas horas; qualquer decisão do comitê de apelações pode chegar em caráter emergencial e alterar o roteiro das oitavas.

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