Argentina elogia arbitragem da Copa após virada dramática sobre o Egito

Jogadores da seleção argentina comemorando a virada contra o Egito em campo
Imagem: Divulgação / Reprodução

Argentina minimizou a polêmica com a arbitragem da Copa nesta sexta-feira (10), após a virada por 3 a 2 sobre o Egito nas oitavas de final em Kansas City: o zagueiro Lisandro Martínez (zagueiro, Manchester United) afirmou que os árbitros estão fazendo “um excelente trabalho”.

A partida terminou em um dos cenários mais dramáticos do torneio: os argentinos saíram atrás por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo e buscaram três gols nos minutos finais para confirmar a vaga nas quartas.

Martínez evita a polêmica e louva o trabalho dos árbitros

Questionado sobre as reclamações egípcias, Martínez (zagueiro, Manchester United) não quis inflamar o debate: “Acho que eles estão fazendo um excelente trabalho. Nós nos preocupamos em dar o nosso melhor dentro de campo e nada mais”, disse o defensor em coletiva.

O chefe da arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, saiu em defesa da equipe de arbitragem após a partida, rejeitando acusações de favorecimento e reiterando a independência das decisões tomadas com apoio do VAR.

O episódio do gol anulado e a reação argentina

O principal ponto de contestação foi a anulação de um gol do atacante Mostafa Zico (atacante, seleção do Egito) aos 17 minutos do segundo tempo, que motivou o protesto da federação egípcia sobre o uso do árbitro de vídeo.

No lado argentino, além de Martínez, Cristian Romero (zagueiro, Tottenham Hotspur) ressaltou que o foco do grupo está em corrigir erros individuais e coletivos, mais do que em discutir decisões: “Independentemente de quem enfrentamos, sempre focamos em nós mesmos”, afirmou Romero, autor do primeiro gol na virada.

Atual campeã mundial, a Argentina agora encara a Suíça neste sábado (11) em Kansas City pelas quartas de final, em confronto que promete disputa física e atenção especial às bolas paradas, como destacou Martínez.

Contexto e impacto

O episódio entra num contexto em que o VAR vem decidindo partidas em grandes torneios e alimentando debates internacionais sobre critérios e consistência. A defesa pública de Collina e o elogio dos jogadores argentinos suavizam momentaneamente a crise, mas a discussão sobre uso do vídeo deve seguir em pauta até as etapas finais.

Para o torcedor brasileiro, acostumado a polêmicas de arbitragem no Brasileirão e em clássicos disputados no Maracanã ou no Nilton Santos, a situação soa familiar: decisões tecnológicas que mudam rumos de jogos e alimentam a narrativa do espetáculo.

Nos próximos dias, o foco da seleção argentina será recuperar o frescor físico e manter a confiança da defesa, já que a fórmula da virada — acreditar até o fim — será testada em outra chave eliminatória contra uma seleção europeia competente.

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