Ancelotti afirma que controlar a Seleção Brasileira contra a Noruega foi ‘mais complicado’

Carlo Ancelotti falando com jornalistas após a eliminação do Brasil pela Noruega
Imagem: Divulgação / Reprodução

A seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo neste domingo (5) no MetLife Stadium, em Nova Jersey: o técnico Carlo Ancelotti explicou que controlar o jogo contra a Noruega era “mais complicado” pela postura adversária e pelo risco da velocidade no ataque.

Ancelotti (técnico, Seleção Brasileira) disse que a ideia foi ceder a posse para explorar transições, mas a leitura tática da Noruega atrapalhou. O treinador avaliou que a equipe teve oportunidades, mas sofreu com a circulação intensa do adversário.

Na segunda etapa os noruegueses terminaram com 66% de posse contra 34% do Brasil e quase dobraram o número de passes (680 a 329), números que explicam a dificuldade brasileira em recuperar a iniciativa.

“Acho que o Brasil com esse elenco poderia competir. No jogo de hoje me parecia um jogo que a equipe tinha controlado, tivemos oportunidades, era mais complicado fazer pressão alta, porque a Noruega baixava muito Ødegaard, então era um risco para a velocidade de Haaland no um contra um.”

Frustração e fim do sonho do hexa

A derrota por 2 a 1 encerra a caminhada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e põe fim, por enquanto, ao objetivo do hexacampeonato. O duelo ocorreu neste domingo (5), no MetLife Stadium, em New Jersey, e teve momentos de pressão intensa da Noruega.

Erling Haaland (atacante, Manchester City) foi a referência ofensiva dos europeus e, no tratamento tático imposto pelo adversário, a velocidade dele exigiu cuidados constantes. Martin Odegaard (meio-campista, Arsenal) recuou em várias ações para ajudar na saída de bola, segundo Ancelotti, o que dificultou a pressão alta do Brasil.

O que os números dizem

Posse ampla e passes: a Noruega ditou ritmo com 66% de bola e 680 passes, contra 34% e 329 do Brasil. Esses dados mostram uma superioridade territorial que limitou as opções brasileiras de criar superioridade nas costas da defesa adversária.

Análise e contexto

Historicamente, a Seleção Brasileira chega a Mundiais sempre como protagonista — com cinco títulos mundiais no currículo — e a eliminação para a Noruega é mais um episódio que gera debate sobre escolhas táticas em mata-matas. Para o torcedor, fica a sensação de que a estratégia de contra-ataque não conseguiu superar a organização coletiva norueguesa.

Do ponto de vista técnico, a leitura de Ancelotti sobre o recuo de Ødegaard e a velocidade de Haaland aponta para um triunfo tático nórdico: controlar a bola e impedir as transições que poderiam favorecer o Brasil. Agora, a Seleção Brasileira volta ao país para reavaliar o ciclo e preparar próximos compromissos.

O jogo deixou imagens e frases que vão rodar a imprensa: vitória norueguesa que elimina o Brasil e um técnico explicando escolhas que não bastaram. Para o amante do futebol, restam as recriações e as perguntas sobre o que muda daqui para frente.

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