
Vinícius Jr (atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira) afirmou que “não fugiu da responsabilidade” após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo 2026, nesta madrugada no MetLife Stadium, em East Rutherford.
O pênalti perdido pelo Brasil contra a Noruega teve Bruno Guimarães (volante do Newcastle United e da Seleção Brasileira) como cobrador, e virou centro de discussão entre torcedores. Na saída do estádio após o 2 a 0, Vinícius explicou a decisão técnica do mister.
“Não é na hora. O pênalti é decidido antes do jogo e o mister decidiu por Bruno, porque ele treinou bem. São ocasiões do jogo, perder e fazer, são momentos que passam. Infelizmente Bruno perdeu, espero que não manche a carreira dele na Seleção”, disse o atacante.
Vini reafirma que não evitou a cobrança
Vinícius foi enfático: “Sempre falo que nunca fujo de responsabilidades. Eu não fugi da responsabilidade de bater o pênalti. Eu só quero o melhor para minha equipe, o Bruno era um dos melhores batedores do nosso time hoje”.
No segundo tempo, o Brasil se desorganizou e permitiu a Noruega crescer na partida. Para Vinícius, o nervosismo pesou. “Acaba nos afetando muito. Chuta muito, não faz o gol, e aí tomamos um gol”, analisou o atacante.
O jogo e os personagens
Erling Haaland (atacante do Manchester City e capitão da Noruega) marcou os dois gols da partida, aos 34 e 44 minutos do segundo tempo, aproveitando espaços deixados pela Seleção. O goleiro norueguês Nyland (goleiro da Noruega) fez defesas importantes, incluindo a cobrança de Bruno na primeira etapa.
Neymar (atacante da Seleção Brasileira) diminuiu nos acréscimos, cobrando pênalti. Ainda assim, a vitória norueguesa foi construída na reta final e confirmou a classificação adversária.
Contexto e impacto histórico
Com a eliminação, a Seleção terá o maior jejum sem títulos de Copa do Mundo de sua história: em 2030 completar-se-ão 28 anos desde o pentacampeonato de 2002. Esta também é a pior campanha brasileira desde 1990, quando o time caiu nas oitavas de final.
Historicamente, o Brasil ainda não venceu a Noruega: agora são cinco confrontos, com três derrotas e dois empates. O revés acende o debate sobre projetos, renovação do elenco e tomada de decisões em partidas decisivas.
Do ponto de vista esportivo, a eliminação em estádio como o MetLife Stadium — palco neutro, gramado e pressão de torcida — evidencia a necessidade de revisão tática e mental para os próximos ciclos.
E o futuro?
Perguntado sobre seu papel pelos próximos quatro anos, Vinícius foi direto: “Meu papel é de oferecer o melhor para a minha equipe e para o meu país. Eu não vou desistir de tentar colocar o Brasil no topo outra vez.”
Resta agora à comissão técnica e aos jogadores transformar a frustração em planejamento para 2027-2030, com foco em retomar o caminho dos grandes torneios internacionais.



