Dentro da fábrica: 11 milhões de figurinhas do álbum da Copa 2026 por dia

Álbum da Copa 2026: 11 milhões de figurinhas são produzidas ao dia | CNN Brasil
Imagem: Divulgação / Reprodução

Fui até a fábrica da Panini em Barueri (SP) para ver de perto a máquina que imprime as figurinhas do álbum da Copa 2026. Lá dentro a produção chega a pelo menos 11 milhões de cromos por dia, um volume que abastece bancas e pontos de venda em todo o Brasil. O material segue, também, para outros países da América Latina em remessas planejadas pela logística da empresa. Como carioca e amante do futebol, dá gosto imaginar torcedores trocando figurinhas nas imediações do Maracanã, de São Januário ou do Estádio Nilton Santos.

O álbum desta edição tem espaço para 980 cromos, sendo 68 especiais em papel metalizado que prometem ser as mais caçadas pelos colecionadores. Cada envelope custa R$ 7,00 e traz sete figurinhas, o que dá uma média de R$ 1 por cromo. Matemáticos e colecionadores comentam que é mais fácil levar a Mega-Sena do que completar um álbum inteiro sem repetidas, tal a aleatoriedade nas tiragens. A dinâmica de buscar, trocar e completar o livro continua a movimentar torcidas e famílias nas arquibancadas cariocas e nas praças de bairro.

O lançamento ao público está marcado para 1º de maio, com opções para diferentes perfis de colecionador. O álbum mais simples, em brochura, sai por R$ 24,90; há versão em capa dura por R$ 74,90 e uma edição premium por R$ 359,90. A versão premium vem em embalagem especial e itens colecionáveis, vendida de forma exclusiva no site da Panini. Lojistas e ambulantes já se preparam para a demanda, que costuma crescer durante o Cariocão, o Brasileirão e as janelas das competições sul-americanas.

Entre os destaques do álbum, chamou atenção a ausência de Neymar (atacante, Al Hilal), que ficou de fora do quadro da Seleção Brasileira. A lista inclui nomes consagrados como Alisson (goleiro, Liverpool), Marquinhos (zagueiro, Paris Saint-Germain) e Éder Militão (zagueiro, Real Madrid), responsáveis pela retaguarda da seleção. No meio-campo aparecem peças como Casemiro (volante, Manchester United), Bruno Guimarães (meio-campista, Newcastle United) e Lucas Paquetá (meia, West Ham United). O setor ofensivo traz Vinícius Júnior (atacante, Real Madrid), Rodrygo (atacante, Real Madrid), João Pedro (atacante, Brighton & Hove Albion) e Gabriel Martinelli (atacante, Arsenal), entre outros nomes.

A produção

A produção começa com a impressão de grandes folhas onde estão agrupadas as seleções, formando pilhas que percorrem a linha de montagem. Essas páginas são cortadas, os cromos separados e, em seguida, passam por máquinas que embaralham os pacotes para reduzir repetições no mesmo envelope. Depois do embaralhamento, os cromos são selados nos envelopes: no Brasil os pacotinhos saem no tom branco, enquanto as remessas para outros países da América Latina têm tom prateado. Do ponto de vista operacional, o processo exige muita antecedência e planejamento; segundo Raul Vallecillo, CEO da Panini, o trabalho começa pelo menos três anos antes do Mundial. Dali saem cargas que alimentam desde bancas no Rio de Janeiro até centros de distribuição internacionais, sempre levando em conta calendários como Cariocão, Brasileirão e Libertadores.

Destaques do álbum da Copa

  • Data de lançamento ao público: 1º de maio
  • Coleção completa: 980 cromos, sendo 68 especiais em papel metalizado
  • Envelope: R$ 7,00 com 7 cromos (R$ 1 por figurinha)
  • Álbum brochura: R$ 24,90
  • Álbum capa dura: R$ 74,90
  • Álbum capa dura prateado/dourado: R$ 79,90
  • Box/versão premium: R$ 359,90 (venda exclusiva no site da Panini)

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