
O governo dos Estados Unidos liberou os recursos previstos para a segurança da Copa do Mundo, mas a paralisação no Departamento de Segurança Interna (DHS) acabou prejudicando o ritmo do planejamento do torneio. A declaração foi dada por Christopher Tomney, diretor do Escritório de Consciência Situacional do DHS, em audiência no Senado nesta quarta‑feira, 15 de abril de 2026. Segundo Tomney, muitas atividades de preparação foram desaceleradas por falta de orçamento e pelo afastamento de servidores essenciais. No calor do cronograma para junho e julho, cada atraso ganha importância para quem acompanha o certame de perto.
Tomney afirmou que “grande parte dos esforços de planejamento foi desacelerada, sofreu atrasos devido à falta de orçamento e ao afastamento de funcionários”, e destacou que, apesar disso, a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) já distribuiu os US$ 625 milhões previstos para segurança, valor aproximado a R$ 3,1 bilhões. O torneio, com 48 seleções, será disputado em junho e julho de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México, o que exige coordenação entre várias agências e jurisdições. Para quem vive o futebol com paixão, como as torcidas cariocas, a conta sempre vem na logística e na segurança das viagens. A liberação de verba é um passo, mas não resolve imediatamente gargalos operacionais acumulados.
Na audiência, Tomney também ressaltou que o sistema FEMA GO está ativo e operacional para gestão de subsídios, o que facilita a distribuição de recursos. Porém, ele apontou perdas concretas de pessoal: centenas de agentes de segurança de transporte da Administração de Segurança no Transporte (TSA) saíram durante a paralisação. Essa saída em massa de experiência operacional não é algo que se compense da noite para o dia, conforme explicou o diretor. A consequência direta foi a dificuldade em repor expertise e manter a coordenação eficaz com estados e autoridades locais anfitriãs.
Entenda a paralisação nos EUA
A paralisação no DHS já ultrapassa dois meses e segue emperrando o avanço de tarefas críticas de preparação do evento. No Congresso americano, parlamentares ainda não chegaram a um acordo para financiar a agência, em meio a disputas relacionadas a medidas migratórias adotadas pelo presidente Donald Trump. No início de abril, o presidente Trump assinou uma ordem executiva para garantir o pagamento de funcionários do DHS, mas o gesto não apagou o impacto operacional já acumulado. O impasse legislativo tem efeito direto sobre cronogramas, exercícios de segurança e distribuição de pessoal.
Impacto para torcidas cariocas e logística
Torcedores e clubes do Rio de Janeiro acompanham a situação com atenção, porque muitos amantes do futebol planejam viajar para os Estados Unidos ou se reunir em praças do Rio, como o Maracanã, São Januário e o estádio Nilton Santos, para acompanhar as seleções. As dificuldades de coordenação e a incerteza sobre força de trabalho em portos e aeroportos podem complicar planos de deslocamento e exigir mais articulação consular e logística. Para as torcidas cariocas — Mengão, Gigante da Colina, Tricolor das Laranjeiras e o Glorioso — qualquer sinal de instabilidade é motivo de alerta, especialmente na reta final de preparação do evento. A clareza sobre segurança e operações é fundamental para que torcidas e organizadores possam ajustar rotas, hospedagens e pontos de encontro.
Relatórios de inteligência consultados por agências internacionais no mês passado apontaram risco de ações de extremistas e criminosos durante o torneio, o que elevou a preocupação das autoridades. Organizações envolvidas na organização já haviam sinalizado que atrasos na liberação ou execução de recursos comprometeriam exercícios e contingências de segurança. Mesmo com a verba liberada e plataformas de gestão ativas, as lacunas de pessoal e coordenação permanecem como desafio imediato. Faltando pouco mais de dois meses para a abertura, a recomendação é acelerar recomposição de equipes e fortalecer a cooperação entre federações, órgãos locais e autoridades dos países‑anfitriões.



