
Lionel Messi, atacante do Inter Miami e da seleção argentina, se tornou nesta segunda-feira (22 de junho de 2026) o primeiro jogador a perder três pênaltis em Copas do Mundo ao desperdiçar uma cobrança contra a Áustria pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O erro aconteceu logo no início da partida, num momento que poderia ter definido o rumo do jogo. A marca negativa passa a integrar a trajetória do camisa 10 em Mundiais, em uma carreira repleta de conquistas. A partida foi válida pela fase de grupos e atraiu atenção mundial justamente pelo protagonismo do astro argentino.
Messi já havia perdido cobranças em edições anteriores do torneio: contra a Islândia em 2018 e contra a Polônia em 2022. Na lista de pênaltis, aparecem defesas e erros anotados frente a goleiros de seleções rivais, mostrando que até os melhores enfrentam adversidades nas batidas. O arqueiro Hannes Halldórsson, pelas cores da seleção da Islândia, defendeu uma das cobranças em 2018, enquanto Wojciech Szczesny, goleiro da seleção da Polônia, defendeu a cobrança em 2022. Esses episódios ilustram como cobranças em Mundiais carregam peso e pressão maiores que em outras competições.
Outro nome lembrado pela marca é Asamoah Gyan, ex-atacante da seleção de Gana, que tem dois pênaltis perdidos em edições anteriores (2006 e 2010). Com o erro em 2026, o aproveitamento de Lionel Messi em penalidades no Mundial caiu para 57,1%, número que revela uma anomalia considerando sua eficiência geral nas cobranças ao longo da carreira. Estatísticas como essa rendem debates sobre preparo psicológico e estratégia nas grandes partidas. Torcedores e analistas acompanham de perto como seleções e treinadores lidam com essas situações decisivas.
Apesar do erro do pênalti, Messi se redimiu ainda no primeiro tempo, aos 38 minutos, e balançou a rede para chegar a 17 gols em Copas do Mundo, ultrapassando Miroslav Klose, ex-atacante da seleção da Alemanha, que liderava o ranking desde 2014. A nova marca coloca Messi no topo histórico de artilharia de Mundiais, um feito que reforça sua dimensão no futebol mundial. A combinação de falhas nas penalidades e feitos máximos em gols cria uma narrativa complexa sobre sua passagem por Copas. Para os amantes do futebol, é água e vinho: erro que chama atenção, legado que permanece gigante.
Histórico de cobranças de Messi em Copas
- Argentina x Islândia em 2018 (Hannes Halldórsson, goleiro da seleção da Islândia) – Perdeu
- Argentina x Arábia Saudita em 2022 (Mohammed Al-Owais, goleiro da seleção da Arábia Saudita) – Acertou
- Argentina x Polônia em 2022 (Wojciech Szczesny, goleiro da seleção da Polônia) – Perdeu
- Argentina x Holanda em 2022 (Andries Noppert, goleiro da seleção da Holanda) – Acertou
- Argentina x Croácia em 2022 (Dominik Livakovic, goleiro da seleção da Croácia) – Acertou
- Argentina x França em 2022 (Hugo Lloris, goleiro da seleção da França) – Acertou
- Argentina x Áustria em 2026 (Alexander Schlager, goleiro da seleção da Áustria) – Perdeu
Análise e contexto
A marca de três pênaltis perdidos por um único jogador em Copas é inédita e entra para debates sobre pressão, escolha de canto e leitura dos goleiros adversários. Do ponto de vista histórico, ultrapassar Miroslav Klose e alcançar 17 gols em Mundiais é um feito raro que coloca Messi em posição única na história do futebol, mesmo com o contraste dos erros nas cobranças. Para torcedores e técnicos, esses sinais servem para avaliar alternativas táticas e psicológicas em momentos decisivos do torneio. No cenário internacional, o episódio reverbera entre seleções e analistas, sendo tema de preparação para partidas futuras.
O episódio também lembra ao público que grandes jogadores, mesmo em picos de carreira, têm episódios de instabilidade em momentos cruciais. A Argentina segue na disputa da Copa do Mundo de 2026 com o calendário de fase de grupos ainda em andamento, e a performance de Messi seguirá sendo determinante para as aspirações do título. Em estádios, arquibancadas e bares do Rio ao redor do mundo, a história do jogo vira assunto e provoca conversas sobre legado, pressão e o que esperar nas próximas rodadas. O futebol, como sempre, combina drama e glória em doses intensas.



