
Brasileirão tem um único representante nas semifinais da Copa do Mundo de 2026: o atacante Flaco López (Palmeiras) entrou na prorrogação e ajudou a Argentina a avançar.
Flaco López, atacante do Palmeiras e convocado da seleção argentina, é o único jogador que atua no futebol brasileiro entre os 24 semifinalistas do Mundial. A presença dele contrasta com a maioria dos atletas das quatro seleções — França, Espanha, Inglaterra e Argentina — que vestem clubes europeus.
Participação decisiva
Na partida contra a Suíça, disputada no sábado, 11 de julho, López entrou no segundo tempo da prorrogação e participou diretamente do lance que originou o gol de Júlian Álvarez (atacante, Manchester City), que abriu o placar. Depois, Lautaro Martínez (atacante, Inter de Milão) ampliou e a Argentina fechou em 3 a 1.
O atacante do Palmeiras soma, até agora, 18 minutos em campo nesta Copa e tem sido usado como opção tática pelo técnico. Mesmo com tempo reduzido, deu contribuição importante na reta final do duelo contra os suíços.
Programação das semifinais (horário de Brasília)
- Terça-feira, 14 de julho — 16h: França x Espanha — AT&T Stadium, Dallas
- Quarta-feira, 15 de julho — 16h: Inglaterra x Argentina — Mercedes-Benz Stadium, Atlanta
A final está marcada para 19 de julho, em Nova Jersey, e o jogo pelo terceiro lugar será em 18 de julho, em Miami.
Contexto e análise
A situação de López revela duas tendências claras: a força das ligas europeias na formação dos elencos das seleções e a rara visibilidade que um atleta do Brasileirão pode ganhar em um Mundial moderno. A Premier League e a LaLiga seguem dominando o mapa dos convocados, com a maioria dos semifinalistas atuando nesses campeonatos.
Para o Palmeiras e para o futebol brasileiro, a presença de um jogador atuando no país entre os semifinalistas é tanto motivo de orgulho quanto um lembrete da saída precoce de talentos rumo à Europa. No caso de López, a entrada curta mas decisiva reforça o valor de ter peças de impacto no banco.
O momento
Foi cena de novela: entrada no cansaço, loucura do gramado e o passe que desmontou a defesa suíça. O atacante do Verdão viveu ali, em minutos, a intensidade que só um mata-mata mundial oferece — e levou o nome do Brasileirão junto ao apito final.



