
Muslera virou assunto na estreia do Uruguai na Copa do Mundo 2026: o goleiro Fernando Muslera (goleiro, Galatasaray) entrou como titular contra a Arábia Saudita e se tornou o jogador uruguaio com mais participações em Mundiais. A partida de segunda-feira, 15 de junho de 2026, marcou a quinta convocação de Muslera para Copas (2010, 2014, 2018, 2022 e 2026) e elevou seu total de jogos em Mundiais para 17. Nesta terça (16 de junho de 2026), o camisa 1 completa 40 anos, um marco raro para goleiros em alto nível. Apesar da festa da torcida, a Fifa não concedeu a ele o patch comemorativo destinado a quem atuou em cinco Copas.
Por que a Fifa negou o patch
A explicação oficial da entidade é técnica: o patch é entregue a jogadores que disputaram efetivamente partidas em cinco edições do Mundial, e Muslera não entrou em campo na edição de 2022. Naquele torneio ele foi reserva de Sergio Rochet (goleiro, Internacional), que atuou como titular do Uruguai em 2022. Como Muslera não somou minutos em 2022, a Fifa entendeu que o critério de participação em campo não foi cumprido e negou o pedido da Federação Uruguaia para cedê-lo a Muslera.
O episódio com Nagatomo e outros casos semelhantes
O caso ganhou contornos curiosos porque o patch apareceu na camisa do japonês Yuto Nagatomo (lateral, Japão) durante a estreia do Japão em 2026, mesmo sem ele ter entrado em campo nessa partida, e também sem cumprir o requisito prático de ter atuado em cinco Mundiais. Há precedentes de jogadores que usaram a homenagem depois de completar o ciclo em campo: Manuel Neuer (goleiro, Bayern de Munique) já usou o patch em torneios passados. Nomes como Luka Modrić (meio-campista, Real Madrid), Cristiano Ronaldo (atacante, Al Nassr) e Lionel Messi (atacante, Inter Miami) também figuram entre os veteranos que acumulam edições de Copa e a atenção da Fifa para essas honrarias.
Contexto e impacto histórico
Muslera ultrapassou o recorde que pertencia a Diego Godín (zagueiro, Uruguai) em número de participações em Copas pelo Uruguai, marcando um capítulo forte na história celeste. Para o Uruguai, país com tradição em goleiros de personalidade, ter um jogador chegando a cinco convocações e 17 partidas em Mundiais reforça a continuidade e a importância da experiência no elenco. Do ponto de vista esportivo, a negativa da Fifa acende debate sobre critérios formais versus reconhecimento simbólico, algo que interessa tanto a torcedores quanto a federações nacionais em torneios de grande visibilidade.
O olhar do torcedor
No pulo do coração, a cena emocionou a torcida uruguaia e chamou atenção pelo simbolismo: Muslera, veterano que passou por grandes fases da Celeste, viu comemorado seu feito dentro de campo, mas sem o laurel formal que muitos consideram merecido. A Federação buscou a chancela oficial e teve o pedido recusado, o que inevitavelmente mobiliza discussões nos bastidores sobre regulamentos e exceções. Para quem acompanha futebol, é mais um capítulo da vida de um goleiro que virou referência e segue colecionando histórias nos gramados do mundo.



