Família de Ramon Abatti Abel acompanha estreia do árbitro na Copa do Mundo

Família reunida em sala decorada com camisas e bandeiras do Brasil celebrando a estreia de Ramon Abatti Abel
Imagem: Divulgação / Reprodução

Ramon Abatti Abel foi o árbitro principal do empate por 1 a 1 entre Bélgica e Egito nesta segunda-feira (15), em Seattle, e a família do catarinense fez festa em casa para acompanhar a estreia do juiz na Copa do Mundo. Parentes e amigos se reuniram em clima de Copa, com camisas do Brasil, bandeiras e decoração nas cores nacionais, celebrando a presença de um brasileiro na arbitragem do Mundial. A partida foi disputada no Lumen Field, com Danilo Manis e Rafael Alves como assistentes, e terminou sem grandes polêmicas. Ramon distribuiu dois cartões amarelos para cada seleção e o jogo registrou 15 faltas para cada lado, segundo as estatísticas oficiais.

A comemoração em família seguiu a tradição de receber convocados e representantes do futebol nacional com festa, e teve tom de orgulho pelo trabalho do árbitro catarinense no palco mundial. Em entrevista informal à família, torcedores lembraram a trajetória de Ramon até chegar ao sorteio para apitar partidas do Mundial. A reunião deixou claro como a presença de um árbitro brasileiro em copas mobiliza parentes e amigos, que vestiram camisetas e cantaram o hino em casa para marcar a estreia.

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A atuação da equipe de arbitragem ocorreu sem grandes controvérsias ao longo da maior parte do jogo, com decisões administrativas e marcações dentro do padrão esperado para um Mundial. O lance mais reclamado veio nos minutos finais do segundo tempo, quando jogadores do Egito pediram pênalti e as imagens mostraram que o contato ocorreu fora da área. A compreensão coletiva entre jogadores e comissão técnica após a revisão foi pacífica, e a partida seguiu até o apito final com o placar igualado.

O jogo

Apontada como favorita antes da bola rolar, a Bélgica sofreu para furar a defesa egípcia, enquanto o Egito saiu na frente aos 19 minutos do primeiro tempo com gol do atacante Mohamed Salah, do Liverpool. A seleção belga teve mais posse, mas encontrou dificuldades para transformar domínio em chances claras, mesmo com esforços de Kevin De Bruyne, meio-campista do Manchester City, e Jérémy Doku, ponta do Manchester City, para acelerar as jogadas. Thibaut Courtois, goleiro do Real Madrid, trabalhou em momentos decisivos para evitar maior vantagem egípcia. A pressão belga aumentou após o intervalo com cobranças de bola parada e investidas constantes.

A entrada de um jogador ofensivo da Bélgica mudou o panorama e acabou provocando o gol de empate que veio em uma infelicidade para o Egito: Mohamed Hany, lateral-direito do Al Ahly, desviou contra o próprio patrimônio ao tentar cortar um cruzamento aos 21 minutos da etapa final. Com o placar igualado, os belgas buscaram a virada e criaram oportunidades nos minutos finais, mas a defesa egípcia resistiu e o goleiro Mostafa Shobeir, do Al Ahly, fez defesas importantes para garantir o ponto. O empate deixa as duas seleções com um ponto cada no Grupo G.

Próximos jogos

Com o resultado, Bélgica e Egito somam um ponto no Grupo G e voltam a campo na próxima rodada do grupo no domingo (21). A Bélgica enfrenta o Irã às 16h (horário de Brasília) e o Egito pega a Nova Zelândia às 22h (horário de Brasília). Irã e Nova Zelândia jogaram também nesta segunda-feira e completam a primeira rodada do grupo, que já começa a desenhar cenários de classificação para as fases seguintes.

Contexto e repercussão no Brasil

A presença de Ramon Abatti Abel em uma partida da Copa acende a atenção para a formação e o prestígio da arbitragem brasileira em torneios internacionais, um caminho que passa por competições nacionais como o Brasileirão e a Copa do Brasil. No Brasil, convocações e atuações em Mundiais costumam provocar reações nas torcidas e nas praças de grande tradição, do Maracanã ao Nilton Santos, passando por São Januário, e são celebradas por torcedores de Mengão, Gigante da Colina, Tricolor das Laranjeiras e o Glorioso quando envolvem representantes nacionais. Para a carreira de um árbitro, apitar em um Mundial é um salto de visibilidade que também influencia convites para clássicos e decisões de campeonatos domésticos no calendário seguinte.

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