
Uruguai e Cabo Verde empataram por 2 a 2 no Hard Rock Stadium, em Miami, pela segunda rodada do Grupo H da Copa do Mundo 2026. O empate deixa o Uruguai sem vitórias no torneio até aqui, enquanto Cabo Verde mantém vivas as chances de classificação para a fase de mata-mata. O jogo teve momentos de brilho individual e falhas coletivas, com gols no fim do primeiro tempo e emoção na etapa final. A partida voltou a mostrar que, em Copas, seleção pequena e grande podem se enfrentar de igual para igual.
O jogo
O Uruguai começou mais ofensivo, buscando pressão alta e passes longos para furar a retranca caboverdiana. A equipe criou dificuldades à defesa adversária, mas sem objetividade nas finalizações; o goleiro Fernando Muslera (goleiro, Uruguai) foi chamado a trabalhar em alguns lances agudos. Cabo Verde, mesmo recuado, mostrou eficiência nas transições e ergueu bloqueios que frustraram as investidas uruguaias. Em um duelo de muita disputa física, o placar só se abriu após bola parada e erros de cobertura defensiva.
A sensação do Mundial
Cabo Verde, apontada como sensação deste Mundial, saiu na frente com cobrança de falta magistral de Kevin Pina (meio-campista, Cabo Verde), que acertou o canto e virou ídolo instantâneo entre os seus. A barreira uruguaia não conseguiu evitar o chute que venceu Muslera (goleiro, Uruguai). O gol deu confiança à seleção caboverdiana, que passou a explorar as costas da defesa sul-americana e a celebrar cada chegada com paixão no banco e na arquibancada.
Jogo perigoso para o Uruguai
Depois de sair atrás, o Uruguai teve de responder e voltou a mostrar repertório ofensivo, embora esbarrando na organização rival. A seleção sofreu com a marcação aplicada de Cabo Verde, que criou chances com Benchimol (atacante, Cabo Verde) e Sidny Cabral (atacante, Cabo Verde), ambos obrigando intervenções atentas de Muslera (goleiro, Uruguai). A pressão uruguaia se traduziu em mais posse e cruzamentos na área, mas a finalização continuou sendo um problema até os minutos finais do primeiro tempo.
Empatou e virou
O Uruguai chegou ao empate em jogada aérea: Federico Valverde (meia, Uruguai) fez o cruzamento longo, e Betancur (meia, Uruguai) disputou de cabeça na área; após defesa parcial de Vozinha (goleiro, Cabo Verde), Maxi Araújo (atacante, Uruguai) apareceu na sobra e cabeceou para as redes. O tento devolveu confiança aos uruguaios, que passaram a controlar mais as ações até o intervalo. Ainda antes do fim do primeiro tempo, Canobbio (atacante, Uruguai) conseguiu virar o marcador para a Celeste com jogada pela direita e finalização dentro da área.
Vacilo uruguaio e emoção até o final
Na etapa final, o jogo equilibrou novamente e um erro individual mudou o destino da partida: Mathías Oliveira (zagueiro, Uruguai) falhou em recuar a bola, Hélio Varela (atacante, Cabo Verde) roubou e, com a saída equivocada de Muslera (goleiro, Uruguai), tocou para o gol vazio e empatou em 2 a 2. O lance inflamou as arquibancadas e transformou o confronto num vai-e-vem até o apito final. Houve ainda um lance confuso de rebote e impedimento envolvendo Maxi Araújo (atacante, Uruguai) que, inicialmente, deu a impressão de desempatar, mas a arbitragem anulou o gol por posição irregular.
Próximos jogos
Na próxima rodada do Grupo H, o Uruguai enfrenta a Espanha para decidir as chances de classificação à fase de mata-mata; o duelo está marcado para sexta-feira (26), às 21h. Cabo Verde joga no mesmo dia e horário contra a Arábia Saudita, no Estádio NRG, com a possibilidade real de conquistar uma vaga se conseguir os três pontos. O calendário coloca pressão em ambas as seleções: os uruguaios, tradicionais em Mundiais, precisam somar para não depender de resultados outros; os caboverdianos seguem com confiança para escrever uma história improvável.
Contexto e análise
Para o Uruguai, duas partidas sem vitória em uma Copa do Mundo soam como um sinal de alerta para uma seleção acostumada a campanhas sólidas em torneios recentes. A Celeste enfrenta agora a favorita Espanha, e terá de ajustar finalizações e concentração defensiva para avançar. Já Cabo Verde confirma o que partidos anteriores do torneio já apontaram: seleções menores, com organização tática e confiança, podem complicar grupos teoricamente mais equilibrados. O empate em Miami reforça a ideia de que o Mundial de 2026 terá surpresas até o fim do último jogo da fase de grupos.



