
O Shakhtar Donetsk e o AEK Larnaca foram punidos pela Uefa por manifestações discriminatórias de suas torcidas em partidas da Conference League contra o Crystal Palace. A entidade anunciou as sanções nesta terça-feira (12), em decisão que reforça a vigilância sobre comportamentos no torneio continental. Os episódios ocorreram nas fases finais da competição e motivaram multas e restrições de público. Abaixo, os detalhes das punições aplicadas a cada clube.
Sanções anunciadas pela Uefa
O clube cipriota AEK Larnaca recebeu uma multa de 50 mil euros (cerca de R$ 287 mil) e terá o fechamento parcial do seu estádio na próxima partida como mandante em competições organizadas pela Uefa. A decisão foi motivada por cânticos discriminatórios entoados pela torcida durante o confronto das oitavas de final, disputado em março. A punição prevê limites para a presença de torcedores nas arquibancadas e pode afetar a atmosfera da equipe em casa, no AEK Arena. A Uefa tem usado esse tipo de medida para pressionar clubes e federações a combaterem episódios de discriminação nas arquibancadas.
Medidas aplicadas ao Shakhtar Donetsk
Já o Shakhtar Donetsk foi multado em 30 mil euros (aproximadamente R$ 172 mil) por cânticos ilícitos e pela exibição de uma faixa irregular na semifinal de ida, realizada em abril. Como manda seus jogos fora da Ucrânia devido à guerra, o clube disputou a partida em Cracóvia, na Polônia, e a Uefa considerou o contexto de deslocamento na análise dos incidentes. Além da multa principal, o Shakhtar recebeu mais 4 mil euros (cerca de R$ 22 mil) por uso de fogos de artifício pela torcida. A entidade determinou também o fechamento parcial do estádio do clube, mas deixou essa medida suspensa durante um período probatório de dois anos.
Contexto e próximo compromisso
O Crystal Palace, alvo das infrações, enfrenta o Rayo Vallecano na final da Conference League marcada para o próximo dia 27 de maio, em Leipzig, na Alemanha. As sanções aplicadas pela Uefa referem-se a jogos anteriores da competição e não alteram, por ora, a realização da final em solo alemão. A Uefa tem reiterado que medidas disciplinares buscam coibir comportamentos discriminatórios e preservar a integridade do torneio. As penalidades financeiras e as restrições de público servem de alerta para clubes e torcidas sobre as consequências de atos discriminatórios.



