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Os técnicos da era SAF do Botafogo estão listados abaixo: nove treinadores passaram pelo clube desde março de 2022, com mudanças que foram da chegada de técnicos estrangeiros a títulos históricos e demissões em sequência, culminando na saída de Franclim Carvalho em 18 de maio de 2026.
Resumo cronológico
Segue, em ordem de passagem, a relação dos comandantes que dirigiram o Glorioso na era SAF, com breve nota sobre o período de cada um.
Luís Castro
Assumiu em março de 2022 como primeiro técnico da era SAF. Ficou até junho de 2023, quando deixou o clube para aceitar proposta do Al‑Nassr, da Arábia Saudita.
Bruno Lage
Entrou na sequência de Luís Castro e teve passagem curta: menos de três meses em 2023, em um momento de queda de produção no Campeonato Brasileiro.
Lúcio Flávio
Virou técnico interino em outubro de 2023 e permaneceu até novembro do mesmo ano, exercício de transição no comando da equipe.
Tiago Nunes
Assumiu no fim de 2023 e ficou até fevereiro de 2024, dirigindo o time em parte da temporada e projetos de reformulação tática.
Artur Jorge
Chegou em abril de 2024 e entrou para a história do clube, com as conquistas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro durante sua passagem.
Renato Paiva
Substituiu Artur Jorge no início de 2025 e permaneceu até a participação do clube no Mundial de Clubes, comandando o elenco em torneios internacionais.
Davide Ancelotti
Treinador na segunda metade de 2025, Davide Ancelotti guiou a equipe em competições nacionais e internacionais na reta final do ano.
Martín Anselmi
Assumiu no fim de 2025 e ficou até março de 2026, período marcado por ajustes e testes no sistema ofensivo do time.
Franclim Carvalho
Nono técnico da era SAF do Botafogo, Franclim Carvalho foi demitido em 18 de maio de 2026 após derrotas fora de casa que aceleraram a mudança no comando.
Análise e contexto
Ter nove treinadores em pouco mais de quatro anos mostra a montanha‑russa que foi a gestão esportiva do clube na era SAF: houve momentos de brilho — com conquistas continentais e nacionais — e episódios de instabilidade que levaram a trocas constantes. A alternância entre projetos estrangeiros e técnicos locais deixou o elenco em processo contínuo de adaptação.
O Botafogo, que tem como casa o Estádio Nilton Santos, conviveu com decisões tomadas em grande palco e com apostas em profissionais que às vezes trouxeram resultado imediato, às vezes não. Para o torcedor, foi uma sucessão de emoções: títulos históricos sob o comando de Artur Jorge e períodos de instabilidade entre 2023 e 2026.
Linha do tempo resumida
- Março/2022 – Junho/2023: Luís Castro
- 2023: Bruno Lage (passagem curta)
- Outubro/2023 – Novembro/2023: Lúcio Flávio
- Fim de 2023 – Fevereiro/2024: Tiago Nunes
- Abril/2024: Artur Jorge (conquistas da Libertadores e do Brasileirão)
- Início de 2025 – Mundial de Clubes/2025: Renato Paiva
- Segunda metade de 2025: Davide Ancelotti
- Fim de 2025 – Março/2026: Martín Anselmi
- 18 de maio de 2026: Franclim Carvalho (demissão)
O que fica
Do ponto de vista esportivo, a era SAF trouxe ao Botafogo um mix de investimento, ambição e pressão por resultado. A gestão técnica recente mostra que, além de buscar vitórias imediatas, o clube terá de trabalhar a continuidade para evitar oscilações que prejudicam planejamento e elenco.
O torcedor carioca, sempre na ponta dos pés entre o coração e a razão, acompanhou gols no Maracanã e tardes de aflição no Nilton Santos — um roteiro que ainda pode ter novos capítulos nesta temporada.


