
Paquetá fora das oitavas: o que muda
Lucas Paquetá, meio-campista do West Ham United, é desfalque da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, por uma lesão na coxa esquerda. A lesão tirou o jogador da equipe titular e abre a dúvida sobre quem Carlo Ancelotti deve escalar para recompor o meio-campo. Paquetá vinha sendo peça importante na transição e na criação do time, participando ativamente da construção das jogadas. A confirmação da ausência foi apurada pela Itatiaia e muda a rotina de treinos do técnico. O duelo de oitavas agora ganha tom de teste tático para o treinador italiano.
Opções no meio: manutenção do 4-3-3 ou reforço defensivo
Danilo Santos (volante, Botafogo) surge como alternativa natural caso Ancelotti opte por manter o 4-3-3; o volante do Glorioso tem chegada ao ataque e jogo de posicionamento que se aproxima do perfil de Paquetá. Fabinho (volante, Liverpool) e Éderson (meio-campista, Benfica) aparecem como opções para dar maior proteção à defesa, caso o treinador prefira fechar o meio contra o adversário norueguês. A escolha entre um volante mais posicional ou um jogador com chegada às linhas de frente definirá se o Brasil tentará controlar a posse ou priorizará soltar atacantes nas costas da defesa adversária. Cada alternativa exige ajustes nas laterais e no primeiro passe, pontos que a comissão técnica vem treinando nos últimos treinos.
Alternativas ofensivas e mudanças de posicionamento
Endrick (atacante, Real Madrid) foi escalado como substituto imediato em jogo anterior e pode voltar a ser opção de ataque, com Matheus Cunha (atacante, Atlético de Madrid) recuando para ajudar na armação. Se Ancelotti quiser tornar a Seleção mais ofensiva, Gabriel Martinelli (atacante, Arsenal), Igor Thiago (atacante, Ludogorets) e Neymar (atacante, Al Hilal) também são nomes citados entre as possibilidades, cada um oferecendo dinâmica diferente ao ataque. A entrada de um atacante no lugar de Paquetá exigiria maior responsabilidade dos volantes na saída de bola e mais liberdade para os extremos. Essa alternativa pode ser arriscada contra equipes que exploram transições rápidas, como a Noruega.
Análise tática e histórico de adaptações
Historicamente, a Seleção Brasileira tem mostrado capacidade de se adaptar a baixas de peças criativas alterando esquema ou mudando funções de jogadores já convocados; essa versatilidade será testada novamente com a falta de Paquetá. A decisão entre manter um volante com características ofensivas ou reforçar a proteção do meio-campo terá impacto direto na leitura do jogo, sobretudo em espaços concedidos ao time adversário. Para o torcedor carioca, a ausência de um jogador com a qualidade de Paquetá remete à necessidade de soluções rápidas vindas de clubes como o Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, que vêm produzindo talentos para a Seleção. O resultado dessa escolha tática poderá influenciar o andamento das próximas fases do torneio.
Próximos passos até a partida
Nos próximos treinos, Ancelotti e sua comissão técnica devem testar ao menos duas configurações: uma com Danilo Santos ocupando papel semelhante ao de Paquetá e outra com um volante mais fixo e um atacante entrando na equipe. A definição do time titular deve sair às vésperas do jogo, levando em conta a condição física dos atletas e o desenho tático desejado para neutralizar o jogo norueguês. A partida, marcada para o MetLife Stadium, concentra atenções não apenas pelo resultado, mas pela capacidade do Brasil de se reinventar diante de um desfalque importante.



