
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) protocolou nove denúncias depois do Dérbi entre Corinthians e Palmeiras, realizado no último domingo (12) pela 11ª rodada do Brasileirão, na Neo Química Arena. A confusão dentro e fora de campo virou processo: são jogadores, membros da comissão técnica e os próprios clubes na mira do tribunal. Entre os citados, aparecem André (atacante, Corinthians), Matheuzinho (lateral-direito, Corinthians) e membros da equipe técnica do Timão, como Luiz Fernando dos Santos (preparador de goleiros, Corinthians). O empate sem gols acabou sendo assunto fora das quatro linhas, com expulsões, entrevistas polêmicas e tumulto no acesso aos vestiários.
Quais são as acusações do STJD após Corinthians x Palmeiras
O pacote de denúncias traz infrações individuais e coletivas. Para André (atacante, Corinthians) e Matheuzinho (lateral-direito, Corinthians) há enquadramentos por condutas praticadas durante a partida, enquanto outros casos miram a confusão nos vestiários e declarações pós-jogo. O STJD cita ainda problemas de ordem de segurança e disciplina no estádio, o que pode resultar em multas e até perda de mando de campo. Tudo isso enquanto o Brasileirão segue pegando fogo e clubes observam os desdobramentos com atenção.
André e Matheuzinho
André (atacante, Corinthians) foi enquadrado no Artigo 258 do CBJD por gesto considerado provocativo e desrespeitoso, o que prevê pena de uma a seis partidas. Matheuzinho (lateral-direito, Corinthians) foi denunciado no Artigo 254-A por agressão a Flaco López (jogador, Palmeiras), com possibilidade de suspensão de quatro a doze partidas. O tribunal ressalta reincidência em condutas que atentam contra a disciplina do jogo, e para os atletas o risco é de afastamento em partidas decisivas do Brasileirão.
Declarações e tumulto no túnel
Hugo Souza (goleiro, clube não especificado na denúncia) foi denunciado com base no Artigo 243-F por declarações sobre a arbitragem — o STJD entendeu como acusação de desonestidade. Breno Bidon (jogador, clube não especificado na denúncia) aparece como autor de um empurrão no túnel, segundo análise de imagens, enquadrado no Artigo 250. O preparador de goleiros Luiz Fernando dos Santos (preparador de goleiros, Corinthians) também foi citado no Artigo 257 por participação em tumulto, e pode pegar suspensão de duas a dez partidas.
Responsabilidade do clube e mandos de campo
O Corinthians responde por eventos que ocorreram na Neo Química Arena: a entrada de um drone com um porco de pelúcia em campo, a queda de linha de pipa que interrompeu o jogo e atrasos no reinício das etapas, todos enquadrados no Artigo 213, III e no Artigo 206 do CBJD. As ocorrências foram tratadas como reincidentes, lembrando episódios anteriores no mesmo clássico, e o STJD sinaliza que pode aplicar medidas severas, incluindo perda de mandos de campo e multa, se entender que houve omissão na prevenção e repressão desses atos.
Caso de racismo contra Carlos Miguel
O goleiro do Palmeiras, Carlos Miguel (goleiro, Palmeiras), foi alvo de insultos racistas de uma torcedora do Corinthians, fato enquadrado no Artigo 243-G do CBJD como ato discriminatório. Além da responsabilização individual da torcedora, o clube foi imputado por falha na fiscalização do comportamento da torcida. O enfrentamento ao racismo é tratado com rigidez pelo tribunal, que pode aplicar sanções severas ao clube quando houver comprovação de participação, conivência ou omissão.
Clubes e próximos passos
Tanto Corinthians quanto Palmeiras aparecem em denúncias relacionadas à rixa no acesso aos vestiários e à participação de seus profissionais no conflito, conforme Artigo 257 do CBJD. As partes terão prazo para apresentar defesa e o processo seguirá para julgamento no STJD; as penalidades possíveis vão de advertências e multas a suspensões e perda de mandos. Agora é esperar o calendário do tribunal — e o futebol brasileiro segue em pauta, com o Brasileirão pegando fogo e times monitorando eventual impacto nas próximas rodadas.



