Sorveterias argentinas suspendem venda de ‘chocolate suíço’ antes de Argentina x Suíça

Fachada de sorveteria com anúncio de suspensão do sabor chocolate suíço
Imagem: Divulgação / Reprodução

As sorveterias argentinas anunciaram a suspensão temporária da venda do sabor “chocolate suíço” até o jogo da seleção da Argentina contra a Suíça, marcado para este sábado (11), numa ação que mistura superstição e marketing.

A rede Grido publicou que o sabor ficará indisponível “até a próxima partida”, numa postagem que viralizou. Em Santa Fé, a sorveteria Vía Verona também aderiu: “Proibido escolher o rival”, escreveu o estabelecimento, convidando clientes a participar do que chamou de “ritual de eliminação”.

O ritual e a onda nas redes

Na prática, torcedores e comerciários escrevem nomes de jogadores ou do time adversário em papéis e os colocam no congelador — o famoso “colocar no freezer” — como forma de desejar que o rival fique “parado” durante a partida. Vídeos e publicações mostrando pirâmides, pequenas estátuas e papéis dentro do freezer circulam intensamente nas redes sociais argentinas desde as fases anteriores da Copa.

Não é só folclore: a ação virou peça de marketing. Marcas locais aproveitaram a superstição para engajar clientes e ganhar visibilidade antes do duelo de mata-mata.

Contexto e análise

Superstições e rituais sempre fizeram parte do futebol na América do Sul. A diferença agora é a escala: com redes sociais e campanhas de marcas, um gesto íntimo do torcedor ganha caráter público e comercial. Para a Argentina, que vive paixão exacerbada pela seleção, movimentos simbólicos assim se espalham rápido e ajudam a manter o clima de união entre torcida e comércio.

Do lado brasileiro, profusão de crenças também aparece nos estádios do Rio — no Maracanã, em São Januário ou no Nilton Santos — onde torcedores tratam rituais como parte do espetáculo. A transformação desses hábitos em ações de marcas é o passo que liga crença popular e estratégia de comunicação.

O que esperar na partida

O gesto das sorveterias não altera o jogo, claro. Mas simbolicamente mostra como a Copa do Mundo mexe com cotidiano e consumo: uma promoção que vira notícia, torcedor que participa e comerciantes que surfam a onda para ganhar alcance.

Enquanto isso, do lado prático, jogadores e comissão técnica seguem a preparação dentro de campo; fora dele, o freezer segue servindo de amuleto para quem acredita que superstição também entra em campo.

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