
Neste sábado (18 de abril de 2026), a Real Sociedad se sagrou campeã da Copa do Rei ao bater o Atlético de Madrid por 4 a 3 nos pênaltis, depois do empate em 3 a 2 no tempo normal, na final disputada no Estadio de la Cartuja, em Sevilha. Ander Barrenetxea (atacante, Real Sociedad) e Mikel Oyarzabal (atacante, Real Sociedad) abriram o placar para o time basco, enquanto Ademola Lookman (atacante, Atlético de Madrid) e Julián Álvarez (atacante, Atlético de Madrid) marcaram para o Atleti na reta final. O título é o quarto da Real na história da competição, repetindo o triunfo de 2021, já celebrado como momento histórico pelo clube de San Sebastián. Para o Atlético, a derrota amplia o jejum: já são 13 anos sem levantar a Copa do Rei.
Como foi o jogo
A final começou com um susto relâmpago: aos 14 segundos, Gonçalo Guedes (atacante, Atlético de Madrid) avançou pela esquerda e cruzou para Ander Barrenetxea, que cabeceou no cantinho do goleiro Musso (goleiro, Atlético de Madrid). O gol tão cedo deixou a Real em vantagem e mudou a cara da partida, obrigando o Atleti a buscar o jogo com mais posse e infiltrações pelas pontas. Aos 18 minutos, Antoine Griezmann (atacante, Atlético de Madrid) fez a jogada pelo meio e encontrou Ademola Lookman, que dominou e bateu de canhota para empatar. Nos acréscimos do primeiro tempo veio o lance polêmico: Musso saiu para afastar uma bola pelo alto, acertou Guedes na área, pênalti marcado e convertido com categoria por Mikel Oyarzabal para recolocar a Real na frente.
Álvarez salva o Atleti no fim
Depois do intervalo, o Atlético foi para cima em busca do empate, mas esbarrou em uma defesa organizada da Real Sociedad e em muitos cruzamentos sem direção. Quando a vitória basca parecia próxima, Julián Álvarez apareceu aos 83 minutos para empatar: o atacante recebeu na entrada da área, cortou para a perna esquerda e acertou um belo chute no ângulo do goleiro Marrero (goleiro, Real Sociedad). Aos 91, Johnny Cardoso (meio-campista, Atlético de Madrid) teve a chance do virada em um contra-ataque e, livre diante de Marrero, finalizou para fora, desperdiçando a chance de ouro. No último lance, Llorente (atacante, Atlético de Madrid) ainda assustou com um arremate de fora da área, mas a defesa basca segurou o empate que levou a decisão para a prorrogação.
Sustos na prorrogação
O primeiro tempo da prorrogação foi movimentado, com chances para os dois lados e pressão física evidente nas marcações. A Real acabou assustando com Oskarsson (atacante, Real Sociedad) em uma chegada rápida no início do segundo tempo da prorrogação, enquanto Julián Álvarez quase virou com um chute que explodiu na junção da trave com o travessão. Na etapa final da prorrogação o ritmo caiu e as chances ficaram raras, com ambos os times poupando o erro para não entregar a definição antes das penalidades. A tensão cresceu e os goleiros passaram a ganhar protagonismo, preparando o caminho para a disputa de pênaltis.
Título decidido nas penalidades
Na cobrança de pênaltis, deu Real Sociedad. Pelas cobranças iniciais, Sorloth (atacante, Atlético de Madrid) e Julián Álvarez desperdiçaram para o Atlético — Marrero pegou uma delas — enquanto Soler converteu para a Real e Oskarsson parou em Musso. As conversões de Nico González e Sucic mantiveram a disputa viva, seguidas por gols de Almada, Muñoz e Baena. Na quinta cobrança da Real Sociedad, Pablo Marín (atacante, Real Sociedad) foi para a bola e marcou o pênalti decisivo, garantindo o título aos bascos e a festa em La Cartuja.



