RD Congo vence Uzbequistão por 3 a 1 e garante vaga na próxima fase da Copa do Mundo 2026

Jogadores da RD Congo comemorando gol no Mercedes-Benz Stadium em Atlanta
Imagem: Divulgação / Reprodução

RD Congo garantiu a vaga na próxima fase da Copa do Mundo 2026 ao vencer o Uzbequistão por 3 a 1 neste sábado (27), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, nos Estados Unidos. A equipe congolesa construiu a virada na segunda etapa e contou com gols decisivos de Yoane Wissa (atacante – seleção da RD Congo). O triunfo encerra a participação de estreia do Uzbequistão em Mundiais com derrota no confronto direto, enquanto os congoleses seguem vivos na disputa. O jogo teve lances polêmicos, VAR acionado e muita emoção até os acréscimos.

Desenvolvimento da partida

O duelo começou adverso para os congoleses, com o Uzbequistão abrindo o placar ainda no primeiro tempo por meio de Eldor Shomurodov (atacante – seleção do Uzbequistão), que recebeu um passe por cima na esquerda da área e tocou de primeira por cobertura, enganando o goleiro Lionel Mpasi-Nzau (goleiro – seleção da RD Congo). A resposta do RD Congo veio em jogadas pelo flanco esquerdo, com infiltrações e cruzamentos que levaram perigo à defesa uzbeque. Um gol congoles foi anulado após revisão do VAR por falta no início da jogada, mantendo o 1 a 0 até o intervalo. O ritmo do primeiro tempo mostrou equilíbrio, mas o Uzbequistão assustou mais nas chances criadas no terço final.

Na segunda etapa a reação congolesa começou aos 20 minutos, quando o árbitro marcou pênalti depois de falta dentro da área sobre Yoane Wissa (atacante – seleção da RD Congo). O próprio Wissa foi para a cobrança e converteu com precisão, deslocando o goleiro Abduvokhid Nematov (goleiro – seleção do Uzbequistão) e igualando o placar. O empurrão da torcida e a troca de peças devolveram confiança ao time africano, que passou a controlar melhor as transições e buscar os espaços nas laterais. O equilíbrio deu lugar à superioridade física e à objetividade congolesa no último terço.

A virada saiu aos 32 minutos, em jogada após bola rebatida dentro da área: Meschack Elia (atacante – seleção da RD Congo) finalizou de forma pouco ortodoxa e Fiston Mayele (atacante – seleção da RD Congo), que havia entrado na vaga de Cédric Bakambu (atacante – seleção da RD Congo), empurrou para o fundo das redes, superando o arqueiro adversário. O gol deu ainda mais embalo ao RD Congo, que passou a administrar o jogo com linhas mais compactas e saídas rápidas ao ataque. O técnico congolês fez leituras táticas corretas para segurar a pressão uzbeque nos minutos finais.

Nos acréscimos, aos 45 minutos do segundo tempo, Yoane Wissa (atacante – seleção da RD Congo) sacramentou o resultado com um chute de fora da área que encontrou o canto esquerdo de Nematov, fechando a vitória por 3 a 1. O segundo gol de Wissa na partida definiu a classificação congolesa e impediu qualquer reação final dos asiáticos. Ao apito final, a equipe celebrou a conquista importante diante de um público presente em Atlanta, enquanto o Uzbequistão lamentou a eliminação precoce.

Contexto e repercussão

Com o resultado, a RD Congo encerrou a primeira fase com quatro pontos — uma vitória, um empate e uma derrota — e garantiu a terceira colocação no Grupo K, avançando à próxima fase do torneio. O Uzbequistão, em sua estreia em Copas do Mundo, terminou a fase de grupos sem pontos, com três derrotas e 11 gols sofridos ao longo da fase. Historicamente, a seleção congolesa (aparecida como Zaire em 1974) teve participações esparsas em Mundiais, e esta campanha de 2026 representa um avanço significativo para o futebol do país no cenário internacional. A classificação também reflete a evolução recente de jogadores-chave que decidiram partidas importantes na reta final do grupo.

O jogo marcou atuação destacada de Yoane Wissa (atacante – seleção da RD Congo), autor de dois gols, e contou com momentos de decisão por VAR e pênalti, elementos que vêm sendo recorrentes nas fases finais de competições com arbitragem por vídeo. Para o Uzbequistão, a experiência da estreia servirá como base para avaliações técnicas e renovação visando os próximos ciclos de competições continentais e mundiais. Do ponto de vista esportivo, a vitória congolesa entra para a galeria de resultados que mostram o equilíbrio e a imprevisibilidade da Copa do Mundo 2026.

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