
Ramon Menezes prevê equilíbrio no duelo entre Vasco e Vitória pela Copa do Brasil, em declaração na véspera do confronto, e ressaltou o respeito entre as equipes como fator decisivo em jogo de mata-mata.
Elogios para Jair Ventura
O ex-meia Ramon Menezes, ídolo do Vasco e também valorizado na torcida do Vitória, elogiou a leitura de jogo do técnico Jair Ventura e a capacidade do comandante em ajustar o time para partidas de eliminação. Ramon destacou a experiência coletiva mais do que nomes isolados.
Como treinador ou comentarista, Jair Ventura tem sido referência por alternativas táticas em jogos de pressão — e Ramon apontou que isso pode fazer a diferença em um jogo de poucas chances.
Coração dividido?
Ramon Menezes falou abertamente sobre o carinho por Vasco e Vitória: jogou no Vasco em três oportunidades, a última delas em 2006, e construiu vínculo forte também com o torcedor do Vitória. Esse percurso explica o papo francamente dividido do ídolo antes do clássico.
Na crônica do torcedor, a imagem de Ramon volta aos estádios: lembranças de São Januário e de jogos em Salvador misturam-se. Para ele, o confronto tem sabor especial justamente por essa ligação dupla.
O que está em jogo
Além do resultado imediato, o mata-mata da Copa do Brasil costuma trazer consequências maiores: vaga em fases avançadas do torneio, desgaste da temporada e influência sobre a sequência no calendário nacional. Para clubes que buscam recuperação de confiança, a competição é plataforma para afirmação.
Historicamente, jogos entre cariocas e baianos na Copa do Brasil já reservaram surpresas e partidas truncadas — cenário que Ramon acredita repetir neste duelo.
Contexto e impacto
Do ponto de vista tático, confrontos de Copa do Brasil exigem equilíbrio entre cautela e desejo de avançar. Para Ramon, isso favorece times com elenco profundo e preparo mental — e é aí que o fator experiência pesa, sobretudo em estádios com torcida apaixonada.
O pronunciamento do ídolo adiciona tempero emotivo ao jogo, mas também um alerta técnico: eliminação em mata-mata mexe com planejamento do ano, com reflexo em campeonatos como o Brasileirão e nas ambições de classificação para torneios continentais.
Ramon encerrou lembrando que, independentemente do resultado, o clássico terá paladar de final para muita gente — e que o futebol carioca e baiano ganham quando o duelo é disputado com intensidade e respeito.



