
O caso de racismo envolvendo o ex-atacante Rade Bogdanovic, atualmente comentarista da RTS, ganhou repercussão após comentário sobre a expulsão do zagueiro Nathan Ngoy, da seleção da Bélgica, no último domingo (21 de junho de 2026). A declaração polêmica foi feita ao vivo durante a transmissão da partida e já provocou críticas públicas e pedidos de apuração. O incidente aconteceu em um jogo da Copa do Mundo disputado em Vancouver, no estádio BC Place, e voltou a colocar o tema racismo no centro do debate esportivo. A acusação tem implicações para a imagem do comentarista e para a emissora que o emprega.
Na transmissão, Bogdanovic relacionou o lance que culminou na expulsão de Ngoy à cor da pele do atleta, afirmando que jogadores negros “não têm a concentração necessária” para aguentar mais de 60 a 80 minutos. A fala gerou reação imediata nas redes e entre organizações contra o racismo, que classificaram a declaração como discriminatória. Bogdanovic tentou amenizar com a expressão “não sou racista”, mas a justificativa não evitou a repercussão negativa. Comentadores e espectadores ressaltaram que, independentemente da intenção, o teor da frase reforça estereótipos raciais inaceitáveis no esporte.
Entenda a expulsão de Nathan Ngoy
O zagueiro Nathan Ngoy, da seleção da Bélgica, sofreu a expulsão após um recuo de bola que terminou em falha defensiva e subsequente puxão de camisa para evitar o gol do adversário. Mehdi Taremi, atacante do Irã e do FC Porto, aproveitou o erro inicial e buscou a jogada que levou ao choque entre os defensores. Por se tratar do último defensor, a falta de Ngoy resultou em cartão vermelho direto, situação que alterou o panorama da partida. O cartão adicionou tensão à campanha belga na Copa do Mundo, já que a equipe vinha de empates nas duas primeiras rodadas do Grupo G.
Repercussão e contexto
O comentário de Bogdanovic tem efeito além do lance isolado: reacende discussões sobre racismo no futebol internacional e sobre responsabilidade de comentaristas e emissoras. Organizações esportivas, entidades antirracismo e torcidas costumam exigir apurações formais quando há afirmações discriminatórias, e broadcasters já aplicaram medidas disciplinares em casos anteriores. No plano esportivo, a Bélgica precisa da vitória sobre a Nova Zelândia para avançar à próxima fase da Copa do Mundo; o jogo decisivo está marcado para a madrugada de sexta para sábado (27 de junho), às 0h (horário de Brasília), em BC Place, Vancouver. Para o público e para as autoridades do futebol, episódios assim reforçam a necessidade de combate contínuo ao racismo dentro e fora de campo.
Próximos passos
Até o momento não houve comunicado oficial público da RTS sobre sanções internas contra Bogdanovic, e não se confirmou investigação formal por órgãos internacionais; ainda assim, a pressão por esclarecimentos tende a crescer. Em casos semelhantes, além da resposta das emissoras, federações e organismos como a FIFA podem avaliar condutas e aplicar punições se localizaram violação de códigos de conduta. Enquanto isso, a Bélgica foca em vencer a Nova Zelândia para seguir na competição, e o episódio permanece como tema de debate sobre discurso e responsabilidade no jornalismo esportivo. No Brasil, situações desse tipo costumam repercutir na imprensa e entre torcidas, lembrando episódios passados que motivaram ações de conscientização e sanções.



