
O PSG confirmou a vaga na final da Champions com um empate por 1 a 1 contra o Bayern de Munique na Allianz Arena, numa noite de muita tensão na Alemanha. O gol parisiense saiu cedo, com Ousmane Dembélé (ponta/atacante, PSG) aproveitando uma tabela e abrindo o placar aos dois minutos. Harry Kane (atacante, Bayern de Munique) deixou tudo igual já nos acréscimos, mas não teve tempo para mais nada. A classificação ficou com o time de Paris graças ao placar agregado da semifinal.
O time do Parc des Princes entrou em campo com a vantagem do 5 a 4 conseguido na partida de ida, e por isso podia se dar ao luxo de jogar com inteligência: um empate bastava para seguir à decisão. O estilo da equipe manteve a aposta no controle do meio, com Fabián Ruiz (meio-campista, PSG) e Vitinha (meio-campista, PSG) buscando carregar a bola e abrir espaços. Do outro lado, o Bayern tentou reagir com pressão alta, mas viu o PSG segurar as investidas nos momentos certos. No fim, a matemática do agregado definiu a classificação.
Início frenético
Os primeiros minutos foram de um ritmo alucinado, como quem acende o pavio e não quer saber de conversa. Aos dois, Kvaratskhelia (ponta/meia, Napoli) tabelou com Fabián Ruiz (meio-campista, PSG) e lançou para Ousmane Dembélé (ponta/atacante, PSG), que bateu de primeira e deixou Manuel Neuer (goleiro, Bayern de Munique) sem defesa. O gol cedo deu um respiro ao PSG, que tentou controlar a partida com passes curtos e transições rápidas pelas alas. A Allianz Arena, por sua vez, precisou se recompor após sofrer o baque do tento tão cedo.
O confronto seguiu eletrizante, com chances de lado a lado e muita disputa no meio-campo. Harry Kane (atacante, Bayern de Munique) e Luis Díaz (ponta/atacante, Liverpool) — que apareceu na cobertura das ações ofensivas do Bayern na leitura do jogo — chegaram a assustar, mas não acertaram o alvo com precisão. Michael Olise (ponta/meia, crystal palace) teve uma chance clara pela direita e quase encostou no ângulo, fazendo a torcida visitante se levantar. A partida mostrava que qualquer detalhe poderia decidir o destino do confronto.
Ânimos exaltados após jogada polêmica
Aos 28 minutos, o Bayern pediu pênalti em uma disputa na área depois que João Neves (volante, benfica) tocou a bola com o braço; o árbitro mandou seguir e justificou que a jogada vinha de uma rebatida de Vitinha (meio-campista, PSG). A decisão inflamou o banco do Bayern e deixou o treinador visivelmente contrariado na beira do gramado. A partir daí a partida ganhou contornos nervosos, com menos espaço e mais faltas duras pelo meio. O clima esquentou e o jogo ficou pendurado em cada decisão da arbitragem.
Na sequência do lance polêmico, Dejan Stanisic (lateral-direito, Bayern de Munique) levou cartão amarelo por uma falta em uma investida rápida do PSG, e o time de Paris respondeu com volume ofensivo. João Neves (volante, benfica) subiu mais uma vez e testou firme, exigindo uma defesaça de Manuel Neuer (goleiro, Bayern de Munique). O arqueiro teve de acalmar a própria torcida, que chegou a lançar copos e objetos em direção ao gramado em protesto por lances e marcações. O clima em campo ficou pesado, refletindo a rivalidade do mata-mata.
Safanov (goleiro, PSG) também apareceu com uma intervenção salvadora ainda no primeiro tempo: aos 43, Jamal Musiala (meia/atacante, Bayern de Munique) tentou enfiar a perna canhota em uma jogada pela entrada da área e viu o goleiro brilhar no cantinho. A defesa manteve o placar em 1 a 0 até o intervalo e deu margem para um segundo tempo tenso. O resultado parcial mantinha o PSG com a vantagem do agregado, mas com o Bayern sabendo que um gol abriria a porteira para a pressão final. Os jogadores voltaram para o segundo tempo com o relógio na cabeça e a torcida pedindo reação.
Bayern em dificuldades
Logo no reinício, o Bayern sentiu dificuldades para criar com fluidez: Harry Kane (atacante, Bayern de Munique) apareceu isolado, enquanto Musiala (meia/atacante, Bayern de Munique) e Olise (ponta/meia, crystal palace) não encontraram espaço para furar a defesa do PSG. O time parisiense passou a controlar as ações e obrigou Manuel Neuer (goleiro, Bayern de Munique) a trabalhar nos primeiros minutos da etapa final. Aos 20, o goleiro alemão brilhou de novo em um chute cruzado de Doué (meio-atacante, PSG), esticando-se para salvar em cima da linha. A eficiência defensiva do PSG foi um dos fatores que mantiveram o placar sob controle enquanto o relógio avançava.
Em seguida, Michael Olise (ponta/meia, crystal palace) finalizou rasteiro e levou perigo, mas o PSG respondeu rápido com outra arrancada que terminou num arremate de Doué (meio-atacante, PSG) — a bola raspou a rede pelo lado de fora. Khvicha Kvaratskhelia (ponta/meia, Napoli) também apareceu em jogada de entendimento com Fabián Ruiz (meio-campista, PSG), levando vantagem nas diagonais e desequilibrando a defesa bávara. O nervosismo tomou conta do Bayern, que viu amarelos e reclamações acumularem na beirada do campo. A partida caminhava para um desfecho dramático, como gosta o mata-mata europeu.
O Bayern foi para o tudo ou nada nos minutos finais, com investidas sucessivas em busca do gol que levaria o jogo à prorrogação. Harry Kane (atacante, Bayern de Munique) trombou com a zaga e tentou arrancar faltas; Karl (zagueiro/meio, bayern de munique) e Konrad Laimer (volante, bayern de munique) também forçaram o ritmo, mas sempre esbarraram na organização do PSG. Nos acréscimos, pedidos de pênalti se sucederam na área do PSG, e o árbitro manteve a postura firme de mandar o jogo seguir. A pressão alemã só encontraria resposta nos instantes finais.
Esperança no finalzinho
Quando parecia que o apito final viria selar a classificação do PSG, Harry Kane (atacante, Bayern de Munique) apareceu para empatar faltando um minuto para o fim dos acréscimos e fez a Allianz Arena explodir. O 1 a 1 colocava fogo na torcida, mas não mudava o destino da vaga: o Bayern precisava de um 2 a 1 para levar a decisão à prorrogação e não havia tempo para mais nada. O empate premiou a insistência alemã no sufoco, mas o agregado sorriu para o PSG, que comemorou a vaga com alívio e festa contida. Foi uma noite de coração na boca para os dois lados, digna de clássicos europeus.
Quando é a final da Champions?
O adversário do PSG na decisão será o Arsenal, que eliminou o Atlético de Madrid na tarde de ontem (5). A final da Champions está marcada para o dia 30 de maio, às 13h na Puskás Aréna, em Budapeste, Hungria — horário local que corresponde às 08h em Brasília (GMT-3). A partida promete ser um choque de estilos entre o ataque afiado do Arsenal e a solidez do PSG, com cenário perfeito para um duelo histórico. Agora é esperar: Budapeste será o palco do encontro máximo da temporada europeia.



