Protocolo Vini Jr. resulta na primeira expulsão da Copa do Mundo de 2026: Almirón

Miguel Almirón discutindo com Mert Müldür antes da revisão do VAR que resultou na expulsão
Imagem: Divulgação / Reprodução

O protocolo vini jr foi aplicado pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026 com a expulsão do meia-atacante Miguel Almirón (Newcastle United e seleção do Paraguai) na madrugada de 20 de junho. O lance aconteceu no confronto entre Paraguai e Turquia, e a intervenção do árbitro de vídeo acabou decidindo o desfecho da jogada. A decisão despertou debates imediatos sobre interpretação das Leis do Jogo e o alcance das novas diretrizes da Fifa e da IFAB. Para o time do Paraguai a expulsão mudou a dinâmica da partida e virou assunto nos bastidores do torneio.

O que ocorreu em campo

O episódio ocorreu aos 46 minutos do primeiro tempo, quando Miguel Almirón se envolveu em uma discussão com o lateral Mert Müldür (Fenerbahçe e seleção turca). Em imagens analisadas pelo VAR, Almirón aparece cobrindo a boca ao falar com o adversário, gesto que motivou o pedido de revisão. Após consulta ao monitor, o árbitro aplicou cartão vermelho direto aos 47 minutos da etapa inicial, reduzindo o Paraguai ao jogo. A expulsão foi baseada na nova interpretação que enquadra a cobertura da boca como tentativa de ocultar conteúdo em confrontos verbais.

Contexto da regra e origem do apelido

A mudança foi aprovada recentemente em decisões conjuntas da Fifa e da International Football Association Board (IFAB) e determina tolerância zero para atos que impeçam a identificação do conteúdo de conversas em campo. O episódio envolvendo Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid e da seleção brasileira, no início de 2025 acabou ampliando o debate sobre a prática e acelerou a implementação dessa diretriz. Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa, já havia sinalizado que a entidade adotaria postura rígida para esses casos, tratando o gesto como conduta punível. A associação do caso a Vinícius Júnior popularizou o termo entre torcidas e jornalistas, dando origem ao apelido “Protocolo Vini Jr.”.

Impactos práticos e desdobramentos

A aplicação do protocolo no Mundial traz efeitos imediatos para jogadores e treinadores: confrontos verbais serão avaliados com mais rigor e equipes precisarão orientar atletas sobre atitudes em campo. Para a arbitragem, a medida reforça o papel do VAR como ferramenta de controle disciplinar, ampliando situações passíveis de revisão. No contexto brasileiro, a repercussão é grande porque jogadores de destaque na seleção e nos clubes brasileiros são alvo constante de atenção midiática e disciplinar. Em competições como o Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, clubes e comissões técnicas também terão de ajustar orientações internas para evitar prejuízos num momento decisivo das temporadas.

A expulsão de Almirón marca a primeira aplicação prática dessa regra em uma partida de Copa do Mundo e deve servir de referência para julgamentos futuros. Árbitros e federações nacionais devem publicar orientações mais detalhadas nas próximas semanas para uniformizar interpretações. Torcedores irão acompanhar como a nova norma alterará a conduta em jogos de alta tensão, especialmente em fases eliminatórias. O capítulo aberto em 20 de junho de 2026 promete movimentar debates sobre disciplina, tecnologia e proteção à integridade das comunicações em campo.

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