
A copa do mundo 2026 ganhou nesta semana uma atração curiosa: Úrsula, um polvo que vive no Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú, fez palpites para jogos da fase de abertura do torneio. A dinâmica ocorreu nos aquários do local nos dias anteriores às partidas de estreia e teve caráter educativo, segundo a direção do estabelecimento. As escolhas do animal alcançaram confrontos previstos para 11, 12 e 13 de junho de 2026, envolvendo seleções como México, Canadá, Estados Unidos e a estreia do Brasil contra Marrocos. A iniciativa buscou aproximar visitantes do mundo marinho usando o futebol como gancho cultural.
Para a partida de abertura entre México e África do Sul, marcada para quinta-feira, 11 de junho, Úrsula apontou vitória da África do Sul. No duelo entre Canadá e Bósnia, na sexta-feira 12, o polvo escolheu o Canadá, e no confronto entre Estados Unidos e Paraguai, também na sexta, a previsão favoreceu o Paraguai. Na estreia da Seleção Brasileira, contra Marrocos, no sábado 13 de junho, a escolha do animal foi registrada pela equipe do aquário como parte da sequência de palpites. O Oceanic Aquarium descreveu o procedimento como uma atividade de engajamento para os visitantes, sem caráter científico de prognóstico.
Método e objetivo da atividade
A iniciativa seguiu um modelo simples e conhecido: dois recipientes idênticos, identificados com as seleções que se enfrentam, são colocados no habitat do polvo e a primeira opção escolhida é considerada a previsão. Segundo a direção do Oceanic Aquarium, o exercício tem fins educativos e visa despertar a curiosidade sobre comportamento animal e conservação marinha, além de aproximar o público do universo das espécies mantidas no local. O aquário informou que mantém mais de 170 espécies em mais de 30 habitats que reproduzem ecossistemas de água doce e salgada. Entre os exemplares estão tubarões, pinguins, lontras, cavalos-marinhos e arraias, todos com monitoramento técnico permanente.
Inteligência dos polvos
Os polvos são reconhecidos por alta complexidade comportamental entre invertebrados, com um sistema neural distribuído que permite manipulação de objetos e resolução de problemas. Estimativas científicas apontam que esses animais possuem centenas de milhões de neurônios espalhados entre o cérebro central e os braços, característica que sustenta sua reputação de animais curiosos e exploradores. A espécie também tem três corações, sendo dois responsáveis por bombear sangue para as guelras e um que distribui para o resto do corpo, o que influencia seus padrões de deslocamento. No ambiente adaptado do aquário, Úrsula recebe enriquecimento ambiental e acompanhamento da equipe técnica para garantir bem-estar e estímulos adequados.
Contexto e comparação histórica
Brincadeiras com previsões de animais não são novidade no futebol mundial; em edições anteriores da Copa do Mundo houve destaque midiático para polvos e outros animais que “previram” resultados de partidas. No Brasil, essas iniciativas sempre ganham repercussão nas praças esportivas e entre torcidas, que se reúnem em lugares como o Maracanã, São Januário e o Estádio Nilton Santos para acompanhar jogos e rituais pré-partida. Para o torcedor carioca, essas histórias viram combustível de conversa em bar, nas filas e no entorno dos clássicos do Campeonato Carioca, do Brasileirão e da Libertadores, gerando interação entre esporte e cultura popular. Ainda que o caráter seja lúdico, o efeito de mobilização do público é real e faz parte da tradição futebolística.
O Oceanic Aquarium deixou claro que as previsões de Úrsula são em tom de brincadeira educativa e não substituem análises esportivas. Em tempos de competições intensas, como a Copa do Mundo, muitos jogadores que atuam no Brasileirão e na Libertadores embarcam para defender suas seleções, e torcidas estaduais acompanham com atenção os desdobramentos do torneio. A relação entre esporte e entretenimento reforça a presença do futebol como elemento cultural que atravessa desde grandes arenas até atrações institucionais em aquários e museus.
Para quem estiver no Sul ou no Rio, as histórias como a de Úrsula servem para lembrar que o futebol, além de resultado, é festa e narrativa. As previsões virais ocupam um espaço leve na cobertura da Copa do Mundo 2026 e alimentam a paixão popular, enquanto nos gramados os campeonatos oficiais seguem ditando tabela, classificação e estatísticas que realmente importam para clubes e seleções. No fim, sobra assunto para a resenha entre amigos, seja na arquibancada do Maracanã, no alambrado de São Januário ou em qualquer boteco onde se respira futebol carioca.



