
Vasco é investigado pela polícia em inquérito que apura suspeita de fraude na recuperação judicial; a investigação teve início em maio após denúncia anônima e envolve petições e impugnações dentro do processo.
Alan Belaciano se pronuncia em nota oficial
Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do Vasco, negou qualquer envolvimento e afirmou, em nota, que não é investigado e que deixou de atuar como advogado do jogador Max (atacante do Vasco) ao assumir funções no clube.
“Eu não sou investigado, não negociei valores e não fiz nenhum cálculo na recuperação judicial. Advogado não faz conta. Os valores, a forma de pagamento e toda a estrutura da negociação foram definidos pelos escritórios especializados em recuperação judicial”, disse Belaciano.
“Quando tomei posse no Vasco, deixei de advogar para o atleta Max e para qualquer outra parte em processos contra o clube. A pedido do Carlos Amodeo, atuei de forma pontual apenas para aproximá-lo dos advogados dos credores, porque o Vasco precisava recuperar a credibilidade que tinha perdido com quem tinha dinheiro a receber do clube.”
“Em janeiro, a própria Dra. Bianca Reis assinou uma petição concordando com o valor de aproximadamente 8 milhões de reais. O administrador judicial e o juiz concordaram e o valor entrou no plano da recuperação judicial. Quando veio o racha na diretoria, os executivos da SAF resolveram pedir a impugnação dessa mesma petição, contrariando a orientação dos escritórios contratados pelo próprio clube e sem avisar o presidente Pedrinho.”
“Até pouco tempo ninguém falava desse assunto. A denúncia anônima de ‘um vascaíno apaixonado’ só aparece depois do racha, e o assunto é requentado no período eleitoral, justamente quando a Justiça deu sinal verde para a qualificação do novo investidor. A Dra. Bianca Reis, o Felipe Carregal e o Silvio Almeida eram os responsáveis por fiscalizar esse processo dentro do Vasco e ficaram calados até o rompimento. Então por que agora querem colocar o meu nome nisso? Quem deve explicação são eles.”
O que se sabe do caso
A investigação começou em maio a partir de uma denúncia anônima, segundo apurado. O foco é a tramitação de petições relacionadas ao plano de recuperação judicial e à inclusão de valores no plano — entre eles a petição que mencionou cerca de 8 milhões de reais, aceita inicialmente pelo administrador judicial e pelo juiz.
Fontes ligadas ao processo dizem que a impugnação passou a ganhar força após um racha na diretoria e no período eleitoral do clube, coincidindo com a análise da qualificação de um novo investidor. O desenrolar envolve advogados que atuaram na fiscalização do acordo e executivos da SAF ligada ao Vasco.
Análise: impacto para a gestão e para o torcedor
O Vasco vive há anos uma transição financeira que inclui a recuperação judicial e tentativas de atração de investidores. Investigações nesse momento podem atrasar negociações e rebater na credibilidade junto a credores e potenciais parceiros, num período em que o clube busca estabilidade institucional e financeira.
Para o torcedor, a cena é conhecida: bastidores tumultuados e disputa política acabando na praça pública. Ainda assim, qualquer conclusão depende do trabalho da polícia e da Justiça; até lá, nomes e versões seguem sendo apresentados em notas e depoimentos.
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