
Pedrinho, presidente do Vasco, agradeceu à família Lamacchia ao reassumir o comando da SAF do clube e voltou ao CT Moacyr Barboza depois de decisão da Justiça nesta sexta-feira (11 de julho de 2026).
Carta na íntegra de Pedrinho
Agradecemos à Justiça, na figura do Desembargador Cesar Cury e da Juíza Simone Chevrand, pela serenidade e imparcialidade que o momento exigiu. Quando as paixões falam alto, é o equilíbrio de quem julga que garante que a verdade prevaleça.
Nossa gratidão à Família Lamacchia, que cuidou do Vasco e soube separar quem quer o bem do clube de quem se diz “vascaíno”, mas manipula e se esconde atrás da 777 para fazer mal ao Vasco.
Ao jurídico do clube, uma das forças desta gestão, o reconhecimento por ter defendido o Vasco incansavelmente. E aos vice-presidentes, diretores, beneméritos e conselheiros que não fugiram da necessária defesa institucional.
Aos funcionários, testemunhas da luta do dia a dia, obrigado pelo carinho e pelas palavras de motivação. Aos credores que acreditaram no processo de recuperação do clube. À imprensa, que cumpriu seu papel de informar e esclarecer, permitindo ao torcedor entender o que estava em jogo.
E, acima de tudo, o agradecimento maior a vocês, vascaínos, que se mobilizaram, se manifestaram e se uniram na defesa do Vasco. Vocês foram a força nos dias mais difíceis e são a razão pela qual seguimos lutando.
Saudações vascaínas. Pedrinho, presidente do Club de Regatas Vasco da Gama.
O que muda
O retorno de Pedrinho ao CT Moacyr Barboza e ao comando operacional da SAF traz estabilidade imediata à rotina do clube: treinos, pagamentos e decisões administrativas ganham clareza depois da disputa judicial que afastou e depois devolveu o controle. Nos bastidores, Marcos Lamacchia havia avisado que negociações só seguiriam com a diretoria afastada; agora, com a família confirmada como interlocutora, o cenário financeiro tem chance de se reorganizar.
Para o torcedor, a cena do presidente de volta ao centro de treinamento lembra que o Vasco viveu ciclos de turbulência e de mobilização popular. São Januário segue como referência simbólica, mas é no CT que se definem as condições para o elenco render no Brasileirão e na Copa do Brasil — competições nas quais a estabilidade institucional influencia diretamente o desempenho.
Contexto e análise
Em um país onde SAFs e investidores viraram parte do jogo, decisões da Justiça sobre controle e governança têm efeito prático: contratos, repasses e cronogramas de pagamentos podem ser destravados ou postergados conforme a confirmação de quem representa o clube. A carta de Pedrinho enfatiza isso ao agradecer ao jurídico, aos conselheiros e aos credores — atores que, juntos, definirão se o Vasco terá fôlego para a sequência da temporada.
Na voz do torcedor, há alívio, mas também cobrança. Quem acompanha de perto sabe que promessa e resultado são dois passos diferentes; agora cabe à gestão transformar o gesto de retorno em ação dentro de campo.
Por fim, fica o registro de que a família Lamacchia, citada por Pedrinho, aparece como elemento central nesta página recente da história do clube: apoio público, aval financeiro ou simplesmente interlocução — seja qual for a função — o que importa para o vascaíno é ver o clube em condições de brigar onde deve: no campo e nas competições nacionais.



