
O Peixe recebe o San Lorenzo nesta quarta-feira (20), a partir das 19h (de Brasília), pela quinta rodada da Copa Sul-Americana, e a partida vem carregada de expectativa. O Santos ocupa a lanterna do Grupo D, com apenas três pontos, e busca uma reação urgente para manter viva a sequência internacional. O camisa 10 não estará em campo por conta de um edema na panturrilha direita; trata‑se de Neymar, atacante do Al‑Hilal, que segue ausência confirmada. Mesmo fora das quatro linhas, Neymar deixou claro que vê com carinho a participação na competição e destacou o peso do torneio para o futebol sul‑americano.
Em entrevista à Conmebol, o atacante reforçou que disputar a Sul‑Americana é, para ele, um prazer e uma honra. Neymar, que se consolidou como referência global passando por Santos, Barcelona e Paris Saint‑Germain, e mantendo presença marcante na Seleção Brasileira, falou com emoção sobre o carinho que recebeu em solo argentino. As palavras do camisa 10 soaram como reconhecimento ao futebol do continente, e também como lembrança de trajetórias e encontros fora dos grandes palcos europeus. A declaração reforça o papel simbólico de jogadores sul‑americanos nas competições locais.
Recepção calorosa na Argentina
A dimensão da carreira de Neymar ficou evidente na recepção que ele teve durante a viagem do Santos para enfrentar o San Lorenzo: torcedores argentinos o ovacionaram na chegada da delegação e houve homenagens no entorno do estádio. O atacante, atacante do Al‑Hilal, disse ter se surpreendido com a intensidade do gesto e comentou que esse tipo de demonstração fica na memória da família. Para Neymar, ser recebido assim por pessoas de outras nacionalidades é algo “surreal” e emocionou o jogador, que ressaltou a conexão afetiva que o futebol cria entre povos. A cena mostrou como o futebol sul‑americano segue tendo força simbólica além das quatro linhas.
Futebol sul‑americano
Neymar ainda destacou o que, na visão dele, torna o futebol do continente singular: a mistura de técnica, irreverência e raça. Segundo o atacante, o futebol brasileiro traz qualidade técnica e o jogo com criatividade, enquanto o argentino oferece uma intensidade e uma entrega que costumam decidir partidas. Ele citou também a semelhança uruguaia, de jogadores que não desistem, e afirmou que essa diversidade de perfis é a alma do futebol sul‑americano. Esse mosaico de estilos se reflete nos torneios continentais, da Libertadores à Sul‑Americana, e também nos estádios históricos como Vila Belmiro, Maracanã, São Januário e o Nilton Santos, onde as torcidas imprimem paixão e pressão.



