Kylian Mbappé enfrenta ameaça de processo de senadora paraguaia Celeste Amarilla

Kylian Mbappé em ação vestindo a camisa do Real Madrid
Imagem: Divulgação / Reprodução

kylian mbappé (atacante, Real Madrid e seleção francesa) recebeu nesta terça-feira (7) uma nova ameaça de processo da senadora paraguaia Celeste Amarilla, na sequência da troca de ofensas entre os dois que ganhou repercussão internacional.

Amarilla voltou a responder publicamente às críticas do atacante e disse, em entrevista, que Mbappé “não deve subestimar os paraguaios”, citando ainda a prisão de Ronaldinho Gaúcho como exemplo de que o país age com rigor.

“Eu diria para ele se cuidar dos paraguaios. Não se meta com os paraguaios, Mbappé. Aqui nós já prendemos o Ronaldinho. E não me subestime, Mbappé. Eu posso te processar, contrate um advogado e vão te dizer que eu sim posso ganhar de você”, declarou a parlamentar.

Reação da França e organismos internacionais

A Federação Francesa de Futebol (FFF) anunciou medidas judiciais e classificou as declarações como inaceitáveis. O caso também motivou um pronunciamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que qualificou as falas como racistas e desumanizantes.

De um lado, a defesa pública de Mbappé; do outro, a reação agressiva da parlamentar — e no meio uma disputa que extrapola o campo, atingindo diplomacia e direitos humanos. A disputa agora caminha em direção aos tribunais e à opinião pública internacional.

O que aconteceu nas redes

Segundo o desdobrar das publicações, as ofensas da senadora nas redes sociais atacaram a origem e a aparência do atacante. Mbappé respondeu classificando a parlamentar como “desprezível” e afirmando que ela não representa o povo paraguaio.

Desde então, entidades esportivas e órgãos de direitos humanos elevaram o tom contra as declarações, ampliando a controvérsia além do âmbito do futebol.

Contexto e memória: o caso Ronaldinho

Citada pela senadora, a detenção de Ronaldinho Gaúcho (ex-atacante, aposentado) no Paraguai remete a março de 2020, quando o ex-jogador e seu irmão foram detidos em Assunção por uso de passaportes suspeitos. Eles chegaram a ficar detidos e depois cumpriram medidas alternativas antes de deixar o país — episódio que permanece na memória pública e foi usado ontem como elemento de argumentação pela parlamentar.

É um histórico que inflama a discussão: misturar um caso jurídico passado com acusações atuais contra um jogador em atividade amplia a gravidade das trocas verbais e cria clima de tensão diplomática.

Possíveis desdobramentos

Com a FFF anunciando ações legais, o caminho mais provável é a abertura de processos por injúria ou discurso de ódio em instâncias que avaliem crimes de ódio e difamação internacional. O Alto Comissariado da ONU já sinalizou que episódios assim não são isolados e pedem respostas institucionais.

Para o torcedor que acompanha pelo celular, a cena é clara: uma farpa que saiu do campo e entrou na arena política, com risco de reverberar por semanas em tribunais e na mídia internacional — e com o nome de Mbappé ligado a outra vez a um embate fora das quatro linhas.

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