
Matheus Nunes, meio-campista do Manchester City, explicou por que escolheu representar Portugal em vez do Brasil antes da estreia lusa na Copa do Mundo. O jogador, de 27 anos, disse que “deve mais a Portugal” porque foi lá que se formou como profissional, lembrando que nunca chegou a ser registrado na CBF. Nunes nasceu no Rio de Janeiro e se mudou para Lisboa aos 12 anos, trajetória que o levou à seleção das Quinas e à convocação inicial em setembro de 2021. A declaração veio enquanto a seleção portuguesa se prepara para estrear no Grupo K da Copa do Mundo, contra a República Democrática do Congo, na quarta-feira, 17 de junho de 2026, às 14h (horário de Brasília), no NRG Stadium, em Houston.
O meio-campista ressaltou o vínculo afetivo com o Brasil, afirmando que mantém laços culturais e familiares e que costuma passar férias no país. “Sinto ligação aos dois países”, disse Nunes, destacando que passou pelos primeiros passos do profissionalismo em Portugal e que, por isso, se sente em dívida com as Quinas. Ele contou ainda que foi convidado pela Seleção Brasileira anteriormente, mas optou por recusar em favor da convocação portuguesa. A fala mistura orgulho pela escolha e respeito às suas raízes cariocas.
Contexto e precedentes
A decisão de Matheus Nunes encaixa-se em uma tradição de jogadores nascidos no Brasil que seguiram carreira e seleção em Portugal, casos notórios como Deco e Pepe ilustram essa via de dupla naturalização. Para o Brasil, perder um jogador formado no exterior reduz opções no meio-campo em competições como a Copa do Mundo e o Brasileirão observa impactos indiretamente quando talentos se firmam na Europa. Para Portugal, a integração de atletas com formação portuguesa mas raízes brasileiras amplia variantes táticas e experiência de clubes de alto nível, como o Manchester City, onde Nunes atua atualmente.
O papel de Nunes na seleção e o objetivo em 2026
Nunes deixou claro que entra na seleção com ambição: quer conquistar títulos e ajudar companheiros mais experientes, citando o desejo de ajudar Cristiano Ronaldo, atacante do Al Nassr, a vencer a Copa do Mundo pela primeira vez. “Nunca imaginei jogar ao lado dele; há dez anos eu estava na sexta divisão de Portugal”, lembrou o meio-campista, traçando a curva de ascensão até o elenco atual. O técnico português conta com Nunes como peça de construção no meio, aproveitando a experiência de clube e capacidade de transição entre defesa e ataque.
Próximos passos
Portugal estreia em 17 de junho de 2026 e ainda enfrentará Uzbequistão e Colômbia no Grupo K, buscando classificação para as fases eliminatórias. Nunes chega à competição com vivência em alto nível de clubes europeus e com a expectativa de contribuir tanto defensiva quanto ofensivamente no meio-campo. Do lado brasileiro, a escolha alimenta o debate sobre trajetórias de formação e as oportunidades oferecidas por clubes europeus a jogadores jovens nascidos no país.



