
John Textor foi destituído do cargo no Conselho de Administração da SAF do Botafogo na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 29 de junho de 2026, comunicou a própria companhia. A decisão foi tomada pelos acionistas que detinham 100% do capital votante e teve como objetivo afastar quaisquer dúvidas sobre a composição da gestão da SAF. Além de Textor, Kevin Weston e Jordan Eliott Fikesenbaum também deixaram os seus cargos no conselho. A deliberação ocorre em um contexto de decisões judiciais e de intervenção administrativa que vinham marcando a gestão do clube nos últimos meses. O movimento tem efeitos imediatos na governança institucional do Glorioso e na percepção do mercado sobre a SAF.
Assembleia e decisão judicial
A AGE de 29 de junho seguiu a decisão monocrática proferida pelo Des. Luiz Eduardo C. Canabarro na Apelação nº 3012737-71.2026.8.19.0000/RJ, conforme informou a companhia. No âmbito da Recuperação Judicial nº 3071097-93.2026.8.19.0001, a gestão da SAF vinha sendo conduzida por um Interventor Judicial desde 28 de abril, inicialmente ocupado por Durcésio Mello. Atualmente o cargo é exercido por Eduardo Iglesias, que assumiu as atribuições de supervisão da administração da sociedade. A retirada dos conselheiros estrangeiros foi apresentada pelos acionistas como forma de dar clareza à composição administrativa e seguir as determinações judiciais. A movimentação reabre debates sobre governança e transparência na estrutura de clubes-empresa no Brasil.
Composição do novo conselho
Para a composição do novo Conselho de Administração foram eleitos os Srs. Estevão Prates Benincá, Ricardo Menezes Mello e Carlos Thiago Cesario Alvim, segundo o comunicado da SAF. Também foram indicados novos membros para o Conselho Fiscal: Fernando José Ferreira Gomes Damasceno e Pedro Marcelo Luzardo Aguiar. A SAF Botafogo registrou felicitações aos novos integrantes e reafirmou compromisso com transparência e com o novo momento institucional. A mudança formaliza a transição aprovada pelos acionistas e promete ajustes na rotina administrativa da companhia. Resta acompanhar as próximas assembleias e atas para conferir a implementação prática das deliberações.
Contexto e impacto institucional
A destituição de Textor e de outros nomes do conselho tem impacto direto na imagem da SAF e no modelo de investimento aplicado ao futebol brasileiro, especialmente para um clube com a projeção do Botafogo. A decisão judicial e a atuação do interventor mostram a complexidade das operações financeiras e societárias que envolvem um clube transformado em SAF, com reflexos no planejamento esportivo e financeiro. No plano esportivo, alterações na governança podem afetar contratações, orçamento e planejamento para competições como Brasileirão e Copa do Brasil, além da rotina no estádio Nilton Santos. Do ponto de vista institucional, a movimentação reforça a atenção de torcedores, patrocinadores e autoridades sobre a estabilidade da gestão do Glorioso. Observadores do futebol carioca acompanharão se a nova diretoria manterá diálogo com elenco e comissão técnica para reduzir impactos dentro de campo.
Próximos passos
Os acionistas indicaram que a mudança visa dar clareza e transparência à gestão, e os novos conselheiros devem assumir as responsabilidades formais nos próximos atos societários. A intervenção judicial permanece como elemento central até que as pendências da recuperação sejam resolvidas, e a atuação do interventor Eduardo Iglesias será determinante na transição. Torcedores do Glorioso estarão atentos a comunicados oficiais sobre calendário de reuniões e decisões estratégicas que afetem temporadas futuras. Enquanto isso, a SAF reafirmou compromisso público com a transparência e com o novo momento institucional do clube em nota distribuída aos associados. Segue a torcida, no Nilton Santos e além, por estabilidade para que o futebol continue sendo prioridade.


