
O Japão na Copa do Mundo 2026 enfrenta o Brasil na segunda‑feira (29), às 14h de Brasília, e a seleção japonesa tem dois jogadores acusados de estupro no elenco. O duelo, válido pelos 16‑avos de final, reúne atenções dentro e fora do gramado por causa dessas denúncias. A presença dos atletas no plantel reacende debates sobre responsabilidade, apuração e o impacto na preparação do time. A partida deve atrair grande cobertura midiática e intensificar o escrutínio das autoridades e da própria federação.
Acusações e resposta da seleção
Kaishu Sano
Em julho de 2024, o volante Kaishu Sano, volante da seleção japonesa, foi preso em Tóquio sob acusação de agressão sexual contra uma mulher em um hotel da capital. A detenção envolveu outros dois suspeitos e gerou questionamentos imediatos sobre seu lugar no grupo que disputaria competições seguintes. Cerca de um ano depois, Sano reapareceu na seleção e emitiu um pedido público de desculpas, afirmando arrependimento e compromisso em se reintegrar. O técnico Hajime Moriyasu, no comando desde 2018, defendeu a decisão de lhe dar nova chance, apontando para uma postura de família dentro do elenco. A escolha do treinador provocou reação pública divergente e mantém atenção sobre como casos extracampo são tratados por seleções nacionais.
Junya Ito
Junya Ito, atacante da seleção japonesa, teve denúncias feitas no início de 2024 por duas mulheres que afirmaram ter sofrido abuso em um hotel de Osaka enquanto estavam embriagadas. Na ocasião, Ito foi cortado da disputa da Copa da Ásia e chegou a registrar queixa por supostas falsas denúncias. Em agosto do mesmo ano, promotores decidiram não apresentar denúncia contra nenhuma das partes, citando falta de provas, e o jogador voltou a figurar no radar da seleção. Ito marcou um dos gols na goleada por 4 a 0 sobre a Tunísia, aumentando a visibilidade do caso dentro do torneio.
Contexto e impacto
Casos como esses colocam federações e comissões disciplinares em xeque, entre a necessidade de apuração e a exigência de preservar elencos em torneios de alto nível. Historicamente, seleções adotam posturas distintas, alternando entre afastamentos temporários, investigações internas e reintegrações conforme o andamento das apurações. No cenário da Copa, a presença desses jogadores afeta o ambiente de preparação e pode criar distração antes de um confronto decisivo com o Brasil. Para o torcedor e para a cobertura da partida, a chave será separar o que ocorrer em campo do que é assunto de investigação judicial e ética.



