
Nesta segunda-feira (25 de maio de 2026), a presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que o governo mexicano concordou em receber a seleção do Irã para a hospedagem durante a Copa do Mundo. Segundo Sheinbaum, a decisão veio depois de conversas com a Fifa, que procurou as autoridades mexicanas após os Estados Unidos declinarem receber a equipe. A mandatária afirmou que não havia motivo para negar a permanência do time iraniano no México ao longo do torneio. O anúncio reabre a discussão sobre logística e segurança em torno das seleções que competirão nos Estados Unidos e no México. A notícia ganhou relevância diante do calendário apertado para deslocamentos entre sedes.
A Casa Branca e o Departamento de Estado dos EUA não haviam se manifestado imediatamente sobre a posição americana. No sábado (23 de maio de 2026), Mehdi Taj, presidente da federação iraniana de futebol, declarou que a base da seleção seria transferida do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana durante a competição. Taj explicou que a mudança facilitaria questões de vistos e permitiria voos diretos em rotas operadas pela Iran Air. A opção por Tijuana também reduz a complexidade de cruzar fronteiras e encurtar distâncias até as sedes dos jogos. A confirmação do local de hospedagem foi tratada como medida prática para garantir a participação da equipe.
A participação do Irã na Copa do Mundo, marcada entre 11 de junho e 19 de julho, esteve em dúvida desde ataques envolvendo Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro, o que gerou preocupações diplomáticas e logísticas. A decisão mexicana surge num contexto em que seleções e organizadores buscam soluções para deslocamentos transnacionais em torneios com sedes em países vizinhos. A Fifa atuou como interlocutora para encontrar alternativas que preservassem o calendário de jogos e a integridade da competição. Autoridades mexicanas ressaltaram que receber delegações em solo nacional é prática comum em grandes eventos esportivos. Para as seleções, a prioridade continua sendo treinar e se preparar em condições adequadas.
Irã na Copa
O Irã fará parte do grupo que terá compromissos em solo norte-americano e mexicano durante a fase de grupos da Copa do Mundo. A equipe tem confronto marcado contra a Nova Zelândia em 15 de junho, em Los Angeles, e outro jogo em 21 de junho na mesma cidade, com adversário não especificado no anúncio original. Depois desses compromissos, o Irã enfrenta o Egito em Seattle, no dia 26 de junho. As datas e cidades exigem logística apurada para treinos, recuperação e deslocamentos entre bases e estádios. Manter uma base em Tijuana visa justamente facilitar os voos e minimiza riscos de entraves burocráticos.
Implicações logísticas e diplomáticas
A mudança de base para Tijuana tem impacto direto na rotina da seleção iraniana e na coordenação com órgãos de imigração e segurança dos países envolvidos. Voos diretos da Iran Air, quando disponíveis, reduzem a dependência de conexões que poderiam atrasar credenciamento e chegada aos centros de treinamento. Para os organizadores da Copa, a decisão mexicana ajuda a preservar a programação e evitar adiamentos de partidas. Do ponto de vista diplomático, a solução demonstra capacidade de articulação entre federações e governos em situações sensíveis. Resta acompanhar próximos passos da Fifa e das confederações para confirmar logística final e garantir que a equipe tenha condições de competir sem percalços.



