Resumo

A Inglaterra derrotou o México por 3 a 2 neste domingo (6 de julho de 2026) no histórico Estádio Azteca, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A Inglaterra chega às quartas e encerra a invencibilidade dos anfitriões.
O jogo, atrasado por uma forte chuva na Cidade do México, teve virada, dois pênaltis, uma expulsão e momentos de alta tensão desde o apito inicial.
Como aconteceu
O México dominou os primeiros minutos e criou as melhores chances, mas foi a Inglaterra quem abriu o placar ainda no primeiro tempo. Aos 36 minutos, Bukayo Saka (ponta-direita, Arsenal) avançou pela linha de fundo e cruzou na segunda trave para Jude Bellingham (meio-campista, Real Madrid) cabecear e inaugurar o marcador no Azteca.
Menos de dois minutos depois, o mesmo Bellingham recebeu na entrada da área, trocou passes com Harry Kane (centroavante, Bayern de Munique) e completou para o gol, fazendo 2 a 0 e assinando seu segundo tento na partida.
O México respondeu antes do intervalo: aos 41 minutos, após bola parada e falha no corte de Ezri Konsa (zagueiro, Aston Villa), Julián Quiñones (atacante, Tigres UANL) aproveitou e diminuiu, deixando o placar em 2 a 1.
Nos minutos finais do primeiro tempo, Jordan Pickford (goleiro, Everton) fez pelo menos duas defesas difíceis para segurar a vantagem inglesa.
Segundo tempo e lances decisivos
A etapa final começou com polêmica: aos oito minutos, o árbitro foi ao monitor do VAR e expulsou Jarell Quansah (zagueiro, Liverpool) por entrada com sola da chuteira sobre Jesús Gallardo (lateral, Monterrey), lance considerado de alta periculosidade.
Mesmo com um jogador a menos, a Inglaterra ampliou aos 14 minutos: o goleiro Raúl Rangel (goleiro, seleção do México) saiu do gol para abafar uma jogada de Anthony Gordon (ponta, Newcastle United) e cometeu pênalti. Harry Kane converteu com tranquilidade no canto esquerdo e fez 3 a 1.
O México não se entregou: aos 22 minutos, após revisão do VAR, Brian Gutiérrez (meio-campista, Chicago Fire) sofreu pênalti sobre a intervenção de Kane; Raúl Jiménez (atacante, seleção do México) cobrou e descontou, reacendendo a torcida no Azteca com o 3 a 2.
Nos minutos finais, com superioridade numérica, o México pressionou com intensidade. A defesa inglesa resistiu: foram registradas 10 finalizações bloqueadas e intervenções importantes de Pickford até o apito final.
Análise
A vitória inglesa marca a eliminação do México nas oitavas, após uma fase de grupos impecável dos anfitriões — três vitórias e zero gols sofridos antes deste confronto. No Azteca, a atmosfera pressionou, mas a eficiência nos momentos-chave e a leitura tática de jogadores como Bellingham e Kane definiram a classificação.
Historicamente, o Estádio Azteca foi casa dura para visitantes; ainda assim, a Inglaterra conseguiu controlar a transição defensiva nos momentos decisivos, mesmo após a expulsão. Do lado mexicano, a perda de disciplina no lance que originou o segundo pênalti e a necessidade de ajustes defensivos ficaram evidentes.
Com o resultado, a Inglaterra avança às quartas de final e terá pela frente a Noruega. Para o México, resta a análise do aproveitamento: a campanha na fase de grupos comprovou qualidade, mas a derrota em casa mostra que margem para erro em mata-mata é pequena, especialmente diante de seleções com atacantes de referência.
Próximos passos
- Inglaterra: avança às quartas e prepara caminho para o confronto contra a Noruega.
- México: fim da caminhada no torneio em casa; avaliação técnica agora vira prioridade para a seleção.



