
Copa do Mundo de 2026 foi citada por Gianni Infantino na entrada do Estádio Azteca, em entrevista concedida nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, quando o presidente da Fifa abordou a possibilidade de ampliar o número de seleções do torneio. Infantino afirmou que a experiência com 48 equipes — formato estreante nesta edição — será avaliada antes de qualquer decisão sobre uma nova expansão. O dirigente destacou o aumento do envolvimento global quando mais países participam, mas ponderou sobre o equilíbrio entre número de partidas e logística. A fala teve tom de brincadeira ao comentar a ausência da Itália no Mundial.
Na entrevista, Infantino reiterou que a prioridade é observar como a primeira Copa com 48 seleções se desenrola para depois discutir mudanças no Conselho da Fifa. Ele explicou que a ideia de 64 seleções já foi debatida internamente, mas que é preciso medir o impacto esportivo e operacional antes de avançar. O presidente também comentou que ampliar o torneio pode trazer mais representatividade, mas não necessariamente mais jogos. A declaração foi proferida pouco antes da cerimônia de abertura no Estádio Azteca.
Ao tocar no tema da Itália, tetracampeã mundial, Infantino fez uma ironia sobre a seleção não ter se classificado pela segunda edição seguida e brincou que só ampliando muito o torneio ela voltaria a participar. A menção gerou risos, mas também reabriu debate sobre como formatos maiores mudam a dinâmica das eliminatórias e das vagas continentais. No discurso, o dirigente ressaltou que qualquer alteração passa pelo Conselho da Fifa e por avaliações técnicas. A proposta segue, por ora, apenas como hipótese a ser estudada.
Copa do Mundo de 2026
A Copa do Mundo de 2026 é a primeira edição com 48 seleções e está sendo disputada em três países: México, Estados Unidos e Canadá. A abertura oficial ocorreu no Estádio Azteca, na Cidade do México, em 11 de junho de 2026, com o confronto entre México e África do Sul. O torneio se estende até 19 de julho de 2026, com a final marcada para a região de Nova York/Nova Jersey, nos Estados Unidos. A Fifa acompanha a logística de sedes, calendário e credenciamento para avaliar se o formato precisa de ajustes em edições futuras.
Impacto no futebol brasileiro
Uma eventual ampliação para 64 seleções teria reflexos diretos e indiretos no futebol brasileiro, especialmente no calendário que envolve Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e o calendário estadual como o Cariocão. Mais vagas em um Mundial poderiam alterar a intensidade das janelas de convocação e a proposta de liberação de atletas pelas equipes do Rio de Janeiro. Clubes como Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo teriam de conciliar deslocamentos e compromissos em Maracanã, São Januário e Nilton Santos quando jogadores fossem convocados para seleções. Essas mudanças exigiriam diálogo entre clubes, CBF e CONMEBOL para evitar sobrecarga de partidas.
Além do impacto em calendário, a expansão poderia aumentar a visibilidade de seleções de menor expressão nas eliminatórias e abrir espaço para mais jogadores se apresentarem em grandes palcos, o que influencia mercados de transferências. Para o torcedor carioca — seja o Mengão, o Gigante da Colina, o Tricolor das Laranjeiras ou o Glorioso — a ampliação significaria mais seleções participando e, potencialmente, mais brasileiros convocados ao longo do ciclo. A experiência operacional de 2026 será base para decisões sobre formatos seguintes, com atenção especial ao equilíbrio entre competitividade e inclusão. A Fifa promete usar os aprendizados desta edição para orientar debates futuros no Conselho.
Por ora, a posição oficial permanece em avaliação: acompanhar o desempenho do formato de 48 seleções e coletar dados antes de qualquer mudança. Infantino reforçou que a ideia de expandir serve para debate e para medir o interesse mundial, mas que a execução prática precisa ser bem estudada. A comunidade do futebol, clubes e torcidas seguem atentas ao desenrolar do Mundial e ao impacto que decisões da Fifa podem ter nas competições nacionais e nos calendários dos grandes clubes do Rio. Qualquer mudança será comunicada após avaliações técnicas e políticas dentro da entidade.



