
Hervé Renard vai receber cerca de R$ 1,18 milhão para dirigir a seleção da Tunísia em dois jogos da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, contra Japão e Holanda, uma contratação-tampão anunciada após a demissão de Sabri Lamouchi. O acordo é de 200 mil euros para os confrontos iniciais e já prevê cláusula de renovação caso a Tunísia avance às oitavas de final. A nomeação tem caráter emergencial e busca dar experiência e presença à beira do campo na reta final da preparação para o Mundial. A movimentação da federação tunisiana gerou imediata repercussão pelo valor e pela estratégia de curto prazo.
Contrato e valores
O pagamento de 200 mil euros equivale, segundo a projeção divulgada, a cerca de R$ 1,18 milhão para os dois jogos — um montante incomum para um trabalho tão curto. Renard, de 57 anos, assinou para comandar a Tunísia na fase de grupos, com previsão de novo acordo se a equipe seguir na competição. A contratação coloca o técnico entre os estrangeiros mais bem remunerados em curtos contratos no futebol africano nos últimos tempos. A decisão financeira reflete a urgência da federação em levar experiência imediata ao elenco às vésperas dos duelos decisivos.
Carreira e contexto
Hervé Renard é reconhecido internacionalmente por títulos continentais na África: conquistou a Copa das Nações Africanas com a Zâmbia em 2012 e com a Costa do Marfim em 2015, feitos que sustentam sua reputação como especialista em torneios eliminatórios. Sua trajetória como treinador de seleções lhe dá know-how em competições de curta duração, característica valorizada em Copas do Mundo. O histórico de conquistas explica a aposta tunisiana, que busca instância tática e liderança para melhorar o desempenho no grupo. No mercado global, técnicos com esse currículo costumam atrair contratos pontuais e bem remunerados em períodos de decisão.
Demissão de Sabri Lamouchi
Sabri Lamouchi deixou o comando da Tunísia após uma sequência de cinco jogos, com um aproveitamento de 26,67%: uma vitória (1 a 0 sobre o Haiti), um empate (0 a 0 com o Canadá) e três derrotas (Áustria 1 a 0; Bélgica 5 a 0; Suécia 5 a 1). O saldo do período foi de dois gols marcados e 11 sofridos, números que pesaram na decisão da federação. A rescisão prevê pagamento de aproximadamente três salários ao técnico, estimados em 330.000 dinares tunisianos, valor que corresponde a cerca de R$ 575 mil pela cotação informada no anúncio oficial.
Impacto e consequências
Para a Tunísia, trazer Renard é tentar dar estabilidade imediata ao time num grupo difícil, com Japão e Holanda como adversários de alto nível técnico. No panorama global, a movimentação reforça como federações recorrem a soluções de curto prazo e investimento financeiro para buscar reação rápida em Copas. Para o futebol brasileiro, a contratação exemplifica o mercado internacional de técnicos experientes e mostra como seleções e clubes costumam priorizar resultados imediatos em competições decisivas, mesmo que isso implique contratos de alto custo e curta duração.



